Festival na Cinemateca Brasileira homenageia Bob Dylan

Há exatos 70 anos, em 24 de maio de 1941, nascia Robert Allen Zimmerman. Até novembro de 1961, após um show no clube Gerde?s Folk City, em Greenwich Village, em Nova York, ele era um garoto comum. Depois da apresentação, foi perguntado como gostaria de ser chamado. Hesitou. Era só um garoto franzino, armado com um violão, uma gaita, sua voz esganiçada e, principalmente, seu talento para escrever letras capazes de se tornar hinos para diferentes gerações. Por fim, escolheu: dali em diante, seria Bob Dylan.

AE, Agência Estado

24 de maio de 2011 | 09h49

Em toda a sua carreira, Dylan nunca ficou parado. Procurou expandir sua criatividade de várias maneiras e atingir públicos diferentes. Em comemoração aos 70 anos - completados hoje - do cantor, compositor, roteirista, ator e pintor, a Cinemateca Brasileira oferece um panorama sobre a sua obra, em cartaz até o dia 29 deste mês. São 6 longas da mostra "Bob Dylan no Cinema", apresentando as diversas facetas do músico. "Dylan é uma personalidade artística atípica, que atinge vários campos", explica Rafael Carvalho, programador da Cinemateca. "Tanto é que na seleção de filmes que fizemos, ele não aparece só como um personagem biografado. Ele também pode ser visto atuando ou assinando o roteiro", destaca.

Entre os documentários, "No Direction Home" (2005), dirigido pelo cineasta Martin Scorsese, expõe Dylan como nunca ninguém fez antes, em quase 4 horas de duração, durante toda a sua ascensão, de 1961 a 1966. Outro de Scorsese a ser exibido na mostra é "The Last waltz - O Último Concerto de Rock", de 1975. Infelizmente, "Don''t Look Back", histórico documentário de D.A. Pennebaker, que mostra o alvoroço causado quando Dylan trocou o violão pela guitarra, não será exibido, por falta de autorização da distribuidora.

Sessões gratuitas - Dos filmes, "The Last waltz", "Pat Garrett & Billy the Kid", "A Máscara do Anonimato" e "No Direction Home" serão exibidos em projeção de DVD e, por isso, terão sessões gratuitas. Os únicos cobrados são "Os Famosos e Os Duendes da Morte" e "Não Estou Lá", cujas entradas custam R$ 8 (inteira).

A interessante participação brasileira ficou com "Os Famosos e Os Duendes da Morte", de Esmir Filho. O roteiro, sobre a história de um garoto que passava seus dias ouvindo Dylan, é quase o cotidiano de muitas pessoas reais, tocadas pelo músico setentão. As informações são do Jornal da Tarde.

Bob Dylan no Cinema - Cinemateca (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana). Tel. (011) 3512-6111. Até 29/5.

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