Festival em Jericoacoara fica maior

Em sua terceira edição, que começa na próxima terça, o festival Choro Jazz Jericoacoara, que já nasceu grande no conceito e na importância, ficou maior. A repercussão do evento - pela musicalidade, aliada à beleza natural do lugar - não tem sido só entre turistas e o comércio local, mas também entre músicos, aspirantes e um público diversificado. A programação deste ano tem um dia a mais e conta com duas atrações internacionais de renome: o saxofonista americano Bob Mintzer (ex-líder do Yellowjackets), que toca com Russell Ferrante, e o quarteto venezuelano Ensamble Gurrufiu.

LAURO LISBOA GARCIA, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h07

Outros famosos estão no elenco, mas a ideia principal não é essa, como diz Capucho, produtor e idealizador do festival. "Tanto faz trazer artistas conhecidos ou não, porque está todo mundo aqui com o pé na areia, os shows são de graça, ficam lotados. O que interessa para mim é a educação, é o que mais o Brasil necessita, por isso reforçamos as oficinas. São 13 professores, tivemos mais de 300 inscrições do Brasil inteiro. Tem gente vindo de Curitiba, Rio, São Paulo, Natal, Maranhão, Sergipe, especialmente para as oficinas." (Mais informações no site www.chorojazzjericoacoara.com.br.)

Nomes de peso da canção e do instrumental brasileiro estarão no palco e nas oficinas, como Toninho Ferraguti, Carlos Malta e Hamilton de Holanda, que abre a programação na terça, seguido do encontro de Celso Viáfora com Ivan Lins. Nenê Trio e o Choro Rasgado dividem a segunda noite. As seguintes terão outros grandes encontros, como o do cearense Eudes Fraga com o paraense Nilson Chaves (quarta), Luis Felipe Gama, Ana Luiza e Natan Marques (quinta) e os gaúchos Gilberto Monteiro e Lúcio Yanel (sábado).

A primeira edição do festival terminou com a Spok Frevo Orquestra fazendo um grande carnaval na praça. No ano passado foi a vez de Hermeto Pascoal ferver a chaleira. Este ano, a apoteose será com o samba da Velha Guarda da Portela. "O nome do festival não quer dizer que só tenha choro e jazz, que têm muito a ver um com o outro. Isso é uma maneira de conectar o Brasil com o mundo. E nada melhor do que encerrar com a Velha Guarda para celebrar a brasilidade", diz Capucho.

A noite do grande encontro do jazz com o choro vai ser a que traz na sequência Bob Mintzer e Zé Menezes, "o chorão mais antigo", que acaba de completar 90 anos e ganhará homenagem especial. Mestre das cordas - violão, bandolim, banjo, cavaquinho, guitarra -, o cearense tocou com Radamés Gnattali e Garoto, entre outros, e compôs o tema de abertura do programa dos Trapalhões.

Como o trio colombiano Palos y Cuerdas, que tocou na primeira edição, a música do Ensamble Gurrufiu tem uma incrível identificação com a brasileira, apesar da distância e das diferenças culturais. Entre outros, Yamandu Costa, Maurício Carrilho e Hamilton de Holanda já gravaram com eles.

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