Festival de Paulínia começa com homenagem a Babenco

Com a exibição especial de "O Beijo da Mulher Aranha", de Hector Babenco, começa hoje à noite a terceira edição do Festival de Cinema de Paulínia, cidade situada na região de Campinas, a cerca de 100 km da capital. Há vários motivos e datas redondas para esta homenagem a Babenco. "O Beijo da Mulher Aranha" faz 25 anos. Rendeu ao ator William Hurt um prêmio de interpretação masculina no Festival de Cannes e foi o único filme latino-americano selecionado para a seção Cannes Classics 2010, evento do festival francês deste ano. Além disso, completam-se agora, dia 22, 20 anos da morte de Manuel Puig, autor do romance original, argentino de nascimento, como Hector Babenco.

AE, Agência Estado

15 de julho de 2010 | 09h04

A cerimônia de abertura acontece no Teatro Municipal de Paulínia, aquela incrível casa de espetáculos pousada, como uma nave espacial, logo na entrada dessa cidade de pouco mais de 70 mil habitantes, porém muito bem dotada de recursos econômicos.

Das seis obras de ficção concorrentes, apenas "5 x Favela - Agora por Nós Mesmos", não é completamente inédita. Passou no Festival de Cannes. O resto é matéria-prima desconhecida. Quase a mesma situação para os seis documentários da mostra competitiva: apenas "Uma Noite em 67" já foi visto pelo público paulistano, na abertura do Festival É Tudo Verdade, dedicado ao gênero documental.

Além desses longas em competição, Paulínia apresenta também seu concurso de curtas-metragens, com sete concorrentes nacionais e mais seis regionais. Nas mostras paralelas, alguns títulos recentes, como "É Proibido Fumar" e "Salve Geral", ao lado de dois filmes que dão seguimento à homenagem a Hector Babenco - "Pixote in Memorian", de Felipe Briso e Gilberto Topczewski, e "Coração Iluminado", do próprio Babenco.

O melhor longa-metragem de ficção leva R$ 150 mil. Já o melhor documentário fica com R$ 50 mil. Há prêmios em dinheiro para atores, atrizes, direção, fotografia, montagem e outras categorias. O festival, que vai até dia 22, comporta ainda oficinas, debates, e mesas-redondas em sua programação. Os filmes serão debatidos com o público na manhã seguinte à exibição. Paulínia também será sede de um encontro nacional de críticos de cinema, que será realizado no sábado, dia 17. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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