Festival de Cinema Judaico começa hoje em SP

Mostras de ficção e de documentários, filmes curtos e longas, programas especiais, debates. O 16º Festival de Cinema Judaico apresenta filmes em torno do judaísmo com abordagens diversas para estimular a reflexão sobre a cultura, o pensamento, a história e outros aspectos da sociedade de Israel.

AE, Agência Estado

06 de agosto de 2012 | 10h01

O evento, organizado pelo Clube Hebraica e com exibições em sete salas da cidade - Cinesesc, Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinemark Higienópolis, Teatro Eva Herz, Centro de Cultura Judaica e duas salas no próprio Hebraica - começa nesta segunda em São Paulo e com uma animação, "O Gato do Rabino". Joann Sfar e seu personagem, que dá nome ao filme, são conhecidos dos fãs de HQs no país. Sfar também é conhecido dos cinéfilos porque assinou a inteligente cinebiografia do cantor e compositor Serge Gainsbourg.

Escritor, quadrinista, cineasta, o autor nascido em Nice, em 1971, é considerado um dos grandes talentos de sua geração. Filho de mãe ashkenazi (judia vinda da Europa)e pai sefardita (judeu ultraortodoxo), ele sempre foi o primeiro a admitir que seus comics se alimentam das origens familiares. O lado do pai habilitou-o a contar a história do "Gato do Rabino", primeiro nos quadrinhos (e agora no cinema, em parceria com Antoine Delesvaux).

Os homenageados do evento são os Heymann Brothers, os mais famosos irmãos documentaristas de Israel, quiçá do mundo. Numa das regiões mais conflagradas da Terra, Tomer e Barak fazem filmes que abordam os mais diversos temas - da convivência de pais e crianças árabes e judias num vilarejo árabe à herança familiar da própria avó num campo de concentração e ao retrato de gays numa sociedade conservadora.

A retrospectiva dos Heymann Brothers será a revelação do evento. Sua fama é de cineastas marginais e Tomer Heymann é gay assumido (o assunto aparece em "A Rainha Sem Coroa", que está na mostra). Mas não filmam para escandalizar e sim, para mudar o mundo. Com isso, o 16º Festival de Cinema Judaico pega carona na frase famosa de Bette Davis no clássico "A Malvada", de Joseph L. Mankiewicz: "Apertem os cintos porque a noite (a programação?) será turbulenta". A seleção contempla filmes do Brasil e do exterior. No total, serão cerca de 40 títulos e O "Gato do Rabino" integra uma mostra (do festival) sobre quadrinhos, cartoons e judaísmo, com sete programas sobre o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

16º FESTIVAL DE CINEMA JUDAICO

Clube Hebraica (Rua Hungria, 1000, Pinheiros). Tel. (011) 3818-8800. E outros cinco endereços. De segunda a 12/08. Programação, endereços e preços: www.fcjsp.com.br

Tudo o que sabemos sobre:
cinemafestival judaico

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.