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Festival de Cinema de Berlim discute Primavera Árabe

62.º edição do evento começa hoje com filmes sobre os protestos que mudaram o Oriente Médio

LUIZ CARLOS MERTEN, ENVIADO ESPECIAL / BERLIM, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h11

 

É bom não apostar muito no glamour. Com o inverno europeu batendo recordes de temperaturas negativas, vai ser difícil alguma beldade se aventurar com decotes generosos pelo tapete vermelho do 62.º Festival de Berlim, que começa hoje, por mais aquecida que seja a entrada do Palast. Mas você pode apostar que as temperaturas estarão elevadas na Berlinale de 2012. No ano passado, o festival presidido por Dieter Koslick promoveu uma série de protestos e debates sobre a prisão de Jafar Panahi no Irã, e uma cadeira ficou vaga durante todo o evento, representando a impossibilidade de o cineasta participar da programação como jurado.

 

Este ano, Berlim, fiel à sua vocação política, volta-se para a Primavera Árabe. Há um ano, os acontecimentos na Tunísia e no Egito estavam redesenhando a geopolítica do mundo árabe. Logo em seguida veio a campanha pela deposição de Muamar Kadafi na Líbia e, agora mesmo, o estado de guerra civil permanece na Síria. A Berlinale põe o foco no mundo árabe. Documentários e ficções, assinados por diretores árabes e de diferentes latitudes, estarão debatendo essas questões. Os convidados incluem o escritor marroquino Tahar Ben Jelloun, os diretores Mahmoud Hojeij (Líbano) e Nadia El-Fani (Tunísia/França), o jornalista Mohamed Ali Atassi (Síria/Líbano), a curadora egípcia Sarah Rifky (Egito), o ativista sírio Hala Al Abdallah e, surpresa, o ator e produtor espanhol Javier Bardem.

 

O maior astro da Espanha - o pai do filho de Penelope Cruz - vem discutir como a Espanha, um país em crise, pode participar das mudanças. A política dá as cartas, mas o festival não seria de cinema se não houvesse os filmes. De cara, Berlim apresenta duas grandes atrações. O longa de abertura é o francês Adeus à Rainha, de Benoit Jacquot, com Diane Kruger e Lea Seydoux, e na sequência Stephen Daldry e sua trupe vão mostrar Tão Perto e Tão Longe. Na última vez que a França abriu a Berlinale, o filme era Piaf, Um Hino ao Amor e Marion Cotillard fez o sucesso que todo mundo sabe. Jacquot é um radical da revolução estética. A Berlinale promete.

 

Concorrentes

 

Barbara

De Christian Petzold. Alemanha

 

Caesar Must Die

(Cesare Deve Morire). De Paolo e Vittorio Taviani. Itália

 

Captive

De Brillante Mendoza. França/ Filipinas/Alemanha/Grã-Bretanha

 

Childish Games

(Dictado). De Antonio Chavarrias. Espanha

 

Coming Home

(A Moi Seule), Frederic Videau. França

 

Adeus à Rainha

(Les Adieux a la Reine), De Benoit Jacquot, França/Espanha

 

Home for the Weekend

De Hans-Christian Schmid. Alemanha

 

Jayne Mansfield’s Car

De Billy Bob Thornton. Rússia/Estados Unidos

 

Just The Wind

(Csak a szel). De Bence Fliegauf. Hungria/Alemanha/França

 

Mercy

(Gnade). De Matthias Glasner. Alemanha/Noruega

 

Meteora

De Spiros Stathoulopoulos. Alemanha/Grécia

 

Postcards From The Zoo

(Kebun binatang). De Edwin. Indonésia/Alemanha/Hong Kong/China

 

A Royal Affair

(En Kongelig Affaere). De Nikolaj Arcel. Dinamarca/República Checa/Alemanha/Suécia

 

Sister

(L’Enfant d’en Haut). De Ursula Meier. Suíça/França

 

Tabu

De Miguel Gomes. Portugal/Alemanha/Brasil/França

 

Tey

(Aujourd’Hui). De Alain Gomis. França/Senegal

 

War Witch

(Rebelle). De Kim Nguyen. Canadá

 

White Deer Plain

(Bai lu Yuan). De Wang Quan’an. China

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