Comedy Central
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Festival celebra humor de diversos gêneros

Primeira edição do Comedy Central Fest será realizada neste sábado, 28, em SP, reunindo nomes como Porta dos Fundos, A Culpa é do Cabral e Cia Barbixas

Thaís Ferraz, especial para O Estado

28 de setembro de 2019 | 00h27

Dois fatores fundamentais impulsionaram o mercado brasileiro de humor nos últimos anos: a popularização do formato stand up comedy, em que o comediante se apresenta de pé, sem figurino ou cenários, e o surgimento de canais no YouTube. O gênero tem espaço no cinema, na TV, na internet e em teatros – e, agora, ganha um festival dedicado exclusivamente a ele, o Comedy Central Fest.

Com a realização de sua 1.ª edição, neste sábado, 28, o festival reúne grandes nomes do gênero, como Porta dos Fundos, Cia Barbixas e A Culpa é do Cabral. São doze horas de programação, divididas em duas sessões e dois palcos.

Apresentador do programa A Culpa é do Cabral, do canal Comedy Central, e vocalista da banda Pedra Letícia, Fabiano Cambota afirma que o humor é um gênero que nunca esfria. “Ele muda a sua cara, os seus contornos, mas sempre existe interesse por ele”, diz. “Nos últimos anos, as pessoas passaram a produzir seus próprios conteúdos, o meme de internet transformou todo mundo em humorista. Isso aqueceu muito o humor, trouxe ele de uma forma mais constante para a vida das pessoas.”

Mais do que isso, o humor está criando senso crítico, acredita Cambota. “Através dele, você consegue alfinetar, expor coisas que seriam difíceis de dizer de outra forma”, avalia. 

A comédia também se tornou centro de debates acalorados sobre o ‘politicamente correto’ – tema que rendeu até um documentário, O Riso dos Outros (2012), de Pedro Arantes. Para Cambota, a cobrança é positiva. “Há poucos anos, o politicamente correto era nosso calcanhar de Aquiles”, afirma. “Mas ele chegou para ficar, e o humorista que é bom usou o politicamente correto a seu favor, para melhorar o nível das suas piadas.”

Com tantas opções no mercado, afirma Cambota, surge uma “concorrência que vem para o bem”. “Precisamos fazer um humor melhor, ou não vamos conseguir arrancar risadas.” Ele destaca que há opções para todos os gostos: humoristas de direita e de esquerda, que falam ou não palavrões, que discutem ou não questões sociais, e até de perfis inusitados, como evangélicos. “Em um país polarizado como o nosso, a comédia também acaba ‘sofrendo’ divisões”, afirma. “Mas o humor é como a música: você pode escutar mais de um gênero. Eu posso gostar ao mesmo tempo de um comediante cowboy e do Rafael Portugal, que faz um humor levíssimo.”

 

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