Festival carioca tem espetáculo até debaixo d´água

Com que roupa eu vou? Se essa pergunta for feita por um espectador interessado em acompanhar a programação do Festival Internacional de Teatro do Rio, que começa hoje, a resposta pode ser bem inusitada: de biquíni, maiô ou sunga. Pelo menos é o traje sugerido pelo francês Jean Lambert-wild aos que se arriscarem a acompanhar sua performance Aegri Somnia que será apresentada, sábado e domingo, na piscina do Clube Regatas Guanabara.Muito provavelmente, a grande maioria dos espectadores vai preferir mesmo acompanhar espetáculo do lado de fora. Jean Lambert possui equipamento especial que lhe permite ser ouvido - ele fala sobre a criação artística - dentro e fora da água. Num mundo sedento de novidades e dominado por imagens, certamente a performance do francês chamará atenção. E não é o único espetáculo nessa linha performática. Mas seria injusto dizer essa é a "cara" do festival carioca.Em sua quarta edição, o riocenacontemporânea, (assim mesmo, tudo junto com letra minúscula) dura nove dias e tem programação diversa, orientada pela idéia de conexão entre diferentes tribos e culturas. Assim, há desde as performances de Lambert - ele também apresenta Le Mur, na qual interage com um muro "sensível" que produz efeitos de som e iluminação -, até Enganadores da Morte, um espetáculo de rua amparado na tradição da comédia popular, dirigido pelo gaúcho Jackson Zambelli. E não faltam peças para os que preferem estar no conforto de uma poltrona, com os olhos voltados para um palco italiano e os ouvidos atentos a um belo texto. Entre outros, promete ser assim La Estupidez, peça do argentino Rafael Spregelburd, também diretor do espetáculo. "Esse texto ganhou o Prêmio Tirso de Molina como melhor em idioma espanhol", diz Fábio Ferreira, curador do festival, patrocinado pela Prefeitura do Rio.

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