Festival Alma Surf traz ondas de sua cultura a SP

Bienal do Ibirapuera recebe versão 2010 do evento que reúne música, cinema, arte, design e moda

30 de junho de 2010 | 12h23

Surfista australiano Rob Machado, que se apresenta com seu grupo The Malali Band quinta (1) e sábado (3). Foto: Suzana Gnipper/Divulgação     Bianca Balsi, do JT      

 

SÃO PAULO - Foi-se o tempo em que surfista era um sujeito cabeludo, queimado de sol, largadão, que ficava o dia todo na beira da praia e não sabia nada de cultura. O surfista de hoje usa protetor solar, é ligado em moda, engajado na luta pelo meio ambiente, gosta de arte e boa música. Prova disso é o evento que será realizado na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, desta quinta a sábado - dias 1, 2 e 3 de julho. O Festival Alma Surf 2010 terá programação cultural intensa, incluindo mostras de cinema, artes plásticas, música, moda, arquitetura e design, sempre com temáticas voltadas para surfistas e simpatizantes.

Idealizador do evento, que está em sua sétima edição, o publisher Romeu Andreatta diz que a imagem do Surf mudou muito nos últimos anos. O que antes era encarado como mais um esporte radical, passou a ser visto como um estilo de vida saudável e charmoso. "O surfe está se descolando do segmento desportivo e está se consolidando como uma cultura. Tanto que um dos músicos mais conhecidos do mundo é surfista: o Jack Johnson", afirma Andreatta.

Responsável pela curadoria da mostra de cinema do Festival, com nove filmes inéditos sendo exibidos diariamente, Keiko Beatie, que também faz curadoria para o Festival de Sundance, reforça a importância do surfe como cultura. "Há filmes que mostram o lado esportivo do surfe, mas também há longas que contam a história do movimento, e outros com um olhar mais poético e artístico", explica ela, que virá ao Brasil pela quinta vez e diz ser uma honra poder exibir trabalhos como esses ao público brasileiro.

Personagens importantes do universo musical praiano também vão marcar presença. Do Brasil, estarão presentes Mallu Magalhães (show no sábado, dia 3, às 20h), que, para Andreatta, "é uma filha do segmento", e o vocalista de O Rappa, Falcão, que se apresenta pela primeira vez em São Paulo com seu projeto paralelo, a banda Os Loucomotivos (amanhã, dia 1º, às 22h). Entre os gringos, os australianos do John Butler Trio (sexta, 2, às 22h), e o também australiano Rob Machado, com sua The Malali Band (sábado, 3, às 21h), desembarcam no País pela primeira vez.

No campo das artes plásticas, os elementos da cultura surfe ganham uma releitura poética em fotografias, esculturas e pinturas. Curador da mostra de arte e cultura, o galerista Tito Bertolucci ressalta a importância do trabalho da dupla Raymond Yater, um dos primeiros shapers - designer de pranchas - a atuar na Califórnia na década de 50, e o shaper Kevin Ancell, ambos americanos. "O trabalho deles tirou o surfe das galerias especializadas e ficou em exibição em Beverly Hills e outros lugares do mundo", diz Bertolucci, que vai expor duas obras dos artistas. Uma delas custa R$ 22 mil. Trata-se de uma prancha de madeira, toda revestida de madrepérola.

 

Confira tudo o que vai rolar no festival

 

Cinema

Quinta-feira

The Arena (Justine LePera), 15h

Still Filthy (Jarrod Tallman), 17h

180 Dregress South (Chris Malloy), 18h30

Sexta-feira

Dear & Yonder (Tiffany Campbell), às 15h;

Still Filthy (Jarrod Tallman), às 17h

Castles in the Sky (Taylor Steele), 18h30

Sábado

That's it That's All (Curt Morgan), às 15h

Sea of Darkness (Michael Oblowitz), às 16h30;

Wave Riders (J. Conroy), 18h

Hollywood Don't Surf (Sam George), 19h30

 

Música

Amanhã

Rob Machado e The Malali Band, 21h

Falcão (d’O Rappa) e Os Loucomotivos, 22h

Sexta-feira

Hurtmold, 21h

John Butler Trio, 22h

Sábado

Edu Marrom, 19h

Mallu Magalhães, 20h

Rob Machado e The Malali Band, 21h

 

Surf art

Todos os dias, das 14h às 23h

Artistas como John Severson, Scott Soens, Wolfgang Bloch, Fabio Nunes, Kassia Meador, Patrick Trefz, Jim Russi, Lucia Griggi, André Poli, Sean Davey e Myles McGuinness mostram seus trabalhos, criados a partir

do tema ‘Surf é alegria’

. O surfista Jay Alders, de New Jersey (EUA), mostra sua série de perspectivas exclusivas para o evento

. Cinquenta pranchas compõem a Árvore

Genealógica dos Shapers do Brasil

. Há uma pista de skate criada em homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer

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