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Festa pelos 25 anos do 'Fantasma da Ópera' é lançada em DVD e Blu-Ray

Musical já foi visto por mais de 130 milhões de pessoas em montagens que percorreram 27 países

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2012 | 03h10

Foi uma noite apoteótica - para comemorar os 25 anos de seu mais bem-sucedido espetáculo, o musical O Fantasma da Ópera, o produtor inglês Cameron Mackintosh organizou uma apresentação especial no Royal Albert Hall, em Londres, em outubro do ano passado. Foi uma montagem suntuosa e contou, ao final, com uma homenagem aos principais intérpretes masculinos ingleses ao longo desse quarto de século. A apresentação foi especialmente preparada para ser gravada por câmeras e o resultado pode ser visto agora em DVD e Blu-Ray, lançamentos da Universal, que também põe no mercado Loves Never Day, a não tão bem-sucedida continuação do Fantasma, que estreou em 2010.

Havia muito o que comemorar. Afinal, nesses 25 anos, Fantasma já foi visto por mais de 130 milhões de pessoas em todo o mundo, em montagens que percorreram 145 cidades (inclusive São Paulo, veja no quadro) de 27 países. Segundo cálculos ingleses, tal trajetória já rendeu cerca de US$ 5,6 bilhões em venda de ingressos, cifra superior à que qualquer blockbuster do cinema (incluindo Titanic e Avatar) tenha arrecadado no planeta.

Inspirado no romance de Gaston Leroux, o musical conta a história de um desfigurado e atormentado gênio da música que assombra as dependências da Ópera de Paris, no século 19, até se apaixonar pela corista Christine e decidir transformá-la em uma das maiores estrelas da ópera. Os problemas surgem quando ele encontra o namorado de infância de Christine, Raoul, por quem ela está apaixonada.

Criado pelo compositor inglês Andrew Lloyd Webber, o musical - que estreou no Her Majesty's Theatre, em Londres, em 9 de outubro de 1986 - tornou-se seu maior sucesso artístico e financeiro. E, apesar de criticada (para alguns, as canções têm apelo kitsch e as letras ostentam uma miséria sintática gritante), a trilha sonora é apontada como a conquista da maturidade musical de Webber, depois do sucesso com Cats. Afinal, trata-se da mais erudita realização do compositor.

Para a montagem comemorativa, no entanto, foram necessárias diversas adaptações. A começar pelo palco: "O Albert Hall é como um salão e não um teatro tradicional, ou seja, com espaço mais reduzido", conta o diretor Nick Morris, em depoimento que consta no extra do DVD. "Assim, alguns cenários foram substituídos por projeções."

O elenco também foi ampliado, com quase 200 pessoas entre atores e músicos da orquestra. "O importante era manter o espírito mágico do Fantasma que tanto contagia as plateias do mundo todo", observa Mackintosh, no mesmo documentário. Os papéis principais foram divididos entre Ramin Karimloo como o Fantasma e Sierra Boggess vivendo Christine.

Na verdade, a opção básica foi pela opulência - como as três apresentações no Albert Hall foram transmitidas ao vivo para mil cinemas britânicos (e depois exibidas em outras 200 salas americanas e mais 200 europeias), Morris e Mackintosh preferiram um espetáculo menos soturno que o original graças a uma potente iluminação. Também carregaram na diversidade de cores dos figurinos.

E os objetos fetiches, evidentemente, típicos dos espetáculos de Lloyd Webber, obviamente não podiam faltar. Como o grande lustre, responsável pelo efeito especial mais espetacular do musical, e pela própria máscara do personagem principal, que lhe cobre apenas uma das faces. A maquiagem, aliás, por conta da filmagem que exploraria detalhes e closes, tornou-se mais detalhada e consumiu duas horas de trabalho.

O momento mais emocionante, no entanto, foi reservado para o final, depois de encerrada a apresentação. Webber subiu ao palco para agradecimentos e, entre tantos nomes citados (causou comoção a lembrança da cenógrafa Maria Björnson, morta há alguns anos), ele chamou os principais intérpretes ingleses desses 25 anos de Fantasma. E eis que surgem, entre tantos outros, Michael Crawford e Sarah Brightman, o casal da primeira montagem - ela, ex-mulher de Webber e ainda em grande forma vocal, arrasou em um número musical, justamente o que marca a personagem Christine; já ele, que acabara de sair, naquele dia, de uma matinê do Mágico de Oz (no qual interpreta o mágico), preferiu se poupar: apenas sorriu, acenou para os fãs. E chorou, agradecido.

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