Fernando Morais concorrerá à vaga de Marinho na ABL

O escritor Fernando Morais anunciou, nesta sexta-feira à noite, que registrou sua candidatura para ocupar a cadeira 39 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que ficou vaga com a morte de Roberto Marinho. Morais contou que foi pessoalmente ao Rio de Janeiro na quinta-feira, para fazer o registro, o que ocorreu, segundo ele, dez minutos após o registro do ex-vice-presidente Marco Maciel. Morais, de 57 anos, é autor de livros de sucesso, como Olga, A Ilha, Chatô e, recentemente, Corações Sujos. ?Vou até o fim?, avisou Morais, durante palestra na 3ª Feira Nacional do Livro. ?Já tenho quatro apoios?. Morais até brincou com a política, lembrando que não precisará do horário gratuito da TV, como precisava no ano passado, em campanha ao governo do Estado de São Paulo, até que desistiu da disputa ao perceber que teria o seu tempo usado por Orestes Quércia, candidato ao Senado. ?Agora preciso buscar os votos de apenas 38 eleitores. Essa é uma campanha diferente de todas das que participei. Fiz cinco campanhas políticas pra mim e umas 20 para outros.? Morais está disposto a enfrentar três meses de campanha pela cadeira de Marinho. O escritor revelou a candidatura após um participante da palestra perguntar se ele havia ido ao enterro do empresário. Durante a palestra, Morais também disse que vendeu os direitos autorais de Corações Sujos para o cinema. Ele não divulgou o nome do diretor, o que deverá ser feito, em conjunto, dentro de dez dias. Morais adiantou, porém, que é um diretor conhecido e experiente. O último livro do escritor conta a história dos japoneses que estavam no Brasil durante a Segunda Grande Guerra Mundial, que não admitiam a derrota de seu país no conflito e criaram a Shindo Renmei, uma facção responsável pela morte de 23 compatriotas considerados derrotistas e traidores da pátria nipônica, além de cerca de cem feridos. Esse será o terceiro filme baseado em livros de Morais. Os outros são Chatô, dirigido por Guilherme Fontes, em fase de finalização após muita polêmica sobre o orçamento, e Olga, de Jayme Monjardim, que começou a ser gravado durante a semana.

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