Fellini, mentiroso e genial

Velocidade Máxima 2

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h09

15H45 NA GLOBO

(Speed 2: Cruise Control). EUA, 1997. Direção de Jan De Bont, com Sandra Bullock, Jason Patric, Willem Dafoe, Temuera Morrison, Brian Mccardie, Christine Firkins.

O segundo filme da série, que deveria ter transformado Jason Patric em astro, não repetiu o êxito do primeiro (com Keanu Reeves). Não foi por culpa do ator, mas da própria história. Um ônibus fora de controle é muito mais fácil de aceitar que um transatlântico, por mais que a cena em que a grande embarcação invade (e destrói) o porto seja impressionante, do ponto de vista da técnica. Na trama, a policial Sandra Bullock e o namorado (Patric) embarcam num cruzeiro que começa festivo, com direito a show de Carlinhos Brown. Mas logo o terrorista Willem Dafoe assume o controle da situação e a dupla precisa pegar em armas. Reprise, colorido, 125 min.

Federico Fellini: Eu Sou Um Grande Mentiroso

23 H NA CULTURA

(Federico Fellini: Sono Un Gran

Bugiardo). França/Itália/Inglaterra. 2002. Direção de Damian Pettigrew.

O grande Fellini era o primeiro a se assumir como mentiroso, tendo tecido uma biografia imaginária, consolidada por meio dos filmes. O diretor Pettigrew investiga a obra do autor por esse ângulo. Cenas de filmes, depoimentos, um programa irresistível para tietes do mestre italiano que morreu em 1993. Reprise, colorido, 101 min.

Roraimeira

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Thiago

Briglia, doc.

Nos anos 1980, Eliakin, Neuber e Zeca deflagraram um movimento que mudou o panorama cultural de Roraima. Tornaram-se conhecidos, por isso, como trio "Roraimeira". O documentário analisa o impacto que as novas propostas de música, artes visuais, dança, literatura e fotografia originaram na cena artística de cunho regionalista. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

O Vendedor de Linguiças

12H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1962. Direção de Glauco

Mirko Laurelli, com Mazzaropi,

Geny Prado, Roberto Duval, Ilema

de Castro, Marly Marley.

A programação dedicada ao centenário de nascimento de Mazzaropi resgata um dos filmes menos conhecidos do comediante que tinha a cara interiorana de São Paulo (e do Brasil). Ele faz vendedor de linguiças do Brás, às voltas com fofoqueiras e garota que se finge de rica para arranjar marido milionário. O diretor Laurelli foi uma espécie de faz-tudo. Montador, roteirista, diretor de segunda unidade, etc., foi um profissional que, durante muito tempo esteve associado a Mazzaropi, em múltiplas funções. Reprise, preto e branco, 95 min.

Sherlock Holmes e a Mulher

de Verde

14H40 NO TELECINE CULT

(The Woman in Green). EUA, 1942. Direção de Roy William Nell, com

Basil Rathbone, Nigel Bruce, Hilary Booke, Henry Daniell.

A par do Sherlock Holmes de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr., a TV paga exibe este mês vários filmes da série realizada por Roy William Nell para a interpretação de Basil Rathbone, como o mestre da dedução, e Nigel Bruce, seu parceiro e amigo Dr. Watson. Melodia Fatal, Noite Tenebrosa e A Arma Secreta são alguns dos títulos. No programa de hoje, o detetive investiga o caso de assassino que mutila mulheres. A trama inclui chantagem e hipnotismo, e o filme possui a fama de ser um dos melhores adaptados dos livros de Conan Doyle. Reprise, preto e branco, 75 min.

Mississippi em Chamas

17H45 NO TELECINE CULT

(Mississippi Burning). EUA, 1988.

Direção de Alan Parker, com Gene Hackman, Willem Dafoe, Frances McDormand, Brasd Dourif, R. Lee

Ermey, Michael Rooker.

Vencedor do Oscar de fotografia - um trabalho impecável de Peter Biziou -, este filme inspirou-se numa história real para retratar a luta por direitos civis no Sul dos Estados Unidos, nos anos 1960. Dois agentes do FBI - um antigo xerife que conhece as pessoas e a região e outro, intransigente na aplicação da lei - investigam o desaparecimento de três ativistas negros. Como desmontar a conspiração de silêncio urdida pelos racistas? O diretor Parker veio da publicidade e os críticos reclamam do realismo 'estetizado' de seu cinema. Mas este é um dos bons filmes em seu currículo. Reprise, colorido, 125 min.

Alta Ansiedade

22 H NO TCM

(High Anxiety). EUA, 1977. Direção

e interpretação de Mel Brooks, com Madeline Kahn, Cloris Leachman,

Harvey Korman.

Mel Brooks faz psiquiatra cuja vida fica em perigo quando ele assume direção de instituto cujos pacientes estão sendo eliminados. Por quê? Após o western (Banzé no Oeste) e o filme de terror (O Jovem Frankenstein), o ator e diretor Brooks levou seu gosto pela paródia ao suspense, no estilo de Alfred Hitchcock. O resultado é muito engraçado, com cenas ótimas - a câmera que perde o controle e quebra o vidro ao se aproximar demais de dois personagens que conversam em tom conspiratório -, mas não se pode dizer que o filme, como um todo, seja memorável (como os anteriores). Reprise, colorido, 94 min.

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