Photo by Joseph Prezioso / AFP
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Felicity Huffman é condenada a 14 dias de prisão por fraude universitária

Atriz de 'Desesperate Housewives' terá de pagar 30 mil dólares e prestar 250 horas de trabalho comunitário por falsificar o exame de admissão de sua filha

Agências, AFP

13 de setembro de 2019 | 19h35

A atriz norte-americana Felicity Huffman foi sentenciada nesta sexta-feira, 13, por uma juíza de Boston a 14 dias de prisão depois de declarar-se culpada de pagar 15 mil dólares para falsificar o exame de admissão universitário de sua filha mais nova.

A sentença neste grande escândalo de subornos para garantir o acesso a prestigiosas universidades dos Estados Unidos não é tão rigorosa como a que desejada a acusação, que pedia um mês de prisão sob o argumento de que não se deve permitir a pais ricos corromper o sistema.

Os advogados da atriz da famosa série de TV  Desesperate Housewives propunham, por outro lado, que ela fosse sentenciada a um ano de liberdade condicional, trabalhos comunitários e uma multa de 20 mil dólares. No entanto, a juíza Indira Talwani, responsável  pelo caso, optou por uma estadia mais breve atrás das grades, uma multa de 30 mil dólares e 250 horas de trabalho comunitário, e disse que isso permitiria à atriz "reconstruir a sua vida". "Depois disso, terá pago a sua dívida", declarou a juíza, de acordo com jornalistas presentes na sala.

A atriz de 56 anos foi a primeira de mais de trinta pais acusados a ser sentenciada. Em maio, havia se declarado culpada de pagar 15 mil dólares ao responsável de uma empresa especializada em exames de ingressos universitários para que o resultado de sua filha fosse melhorado.

Um total de 50 pessoas foram sentenciadas no escândalo, entre elas 33 pais endinheirados, "um catálogo de riqueza e privilégio", administradores de exames de admissão universitária e treinadores esportivos, segundo o procurador de Massachusetts Andrew Lelling.

A outra celebridade implicada no escândalo é a atriz Lori Loughlin, da série Full House (Três é Demais), que junto com o seu marido se declarou inocente e está à espera de um julgamento.

O chefe do esquema, William Rick Singer, que havia recebido cerca de 25 milhões de dólares em propinas, se declarou culpado e cooperou com as autoridades, inclusive gravando em segredo seus clientes, entre eles Huffman.

De acordo com a promotoria de Massachusetts, Singer chegou a cobrar até 6,5 milhões de dólares para garantir a admissão, por meio de trapaça nos exames ou subornos a treinadores para recrutar estudantes sem habilidades esportivas.

Nenhuma aluno e nenhuma universidade foram acusados no âmbito desse escândalo que envolve as prestigiosas universidades de Yale, Stanford, Georgetown, Wake Forest, a Universidade do Sul da Califórnia (USC), a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade do Texas em Austin.

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