Joseph Prezioso / AFP
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Felicity Huffman deixa a prisão antes de concluir pena

Atriz havia sido condenada a 14 dias de detenção por seu envolvimento no escândalo de admissões em uma universidade

Agências, AFP

25 de outubro de 2019 | 17h53


A atriz americana Felicity Huffman foi libertada nesta sexta-feira, 25, de uma prisão federal na Califórnia pouco antes de cumprir os 14 dias de condenação por seu envolvimento no escândalo de admissões em uma universidade.

Huffman, de 56 anos e famosa por seu papel em Desperate Housewives, completaria a sentença no domingo em um centro de segurança mínima em Dublin, a 56 km de San Francisco. No entanto, a atriz foi libertada da custódia da Agência Prisional sob a política de “libertação de presos antes de um fim de semana ou feriado legal”, afirmou a agência federal à AFP.

Os 14 dias de prisão fazem parte de sua sentença após se declarar culpada de pagar 15 mil dólares ao chefe de uma empresa especializada em exames de admissão na universidade para que o resultado de sua filha fosse melhorado, no quadro de um grande escândalo de suborno para garantir acesso a universidades de prestígio dos Estados Unidos.

A juíza Indira Talwani também condenou a atriz indicada ao Oscar e esposa do ator William H. Macy a um ano em liberdade condicional, uma multa de 30 mil dólares e 250 horas de trabalho comunitário.

Um total de 50 pessoas foram acusadas neste caso, incluindo 33 pais ricos. Outra celebridade envolvida é a atriz Lori Loughlin, da série Três é Demais. Tanto Loughlin como seu marido alegam inocência.

O chefe do esquema, William Rick Singer, que teria recebido cerca de 25 milhões de dólares em subornos, se declarou culpado e cooperou com as autoridades, inclusive denunciando secretamente seus clientes, entre eles Huffman. De acordo com a promotoria de Massachusetts, Singer chegou a arrecadar até 6,5 milhões de dólares para garantir a admissão, através de armadilhas ou subornos para instrutores, para recrutar estudantes sem habilidades esportivas.

Nenhum estudante e nenhuma universidade foi acusado no âmbito deste escândalo, que envolve as prestigiadas universidades de Yale, Stanford, Georgetown, Wake Forest, Universidade do Sul da Califórnia (USC), Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade do Texas em Austin.

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