Feira do Livro de Porto Alegre chega à 50.ª edição

A Feira do Livro de Porto Alegre chega à sua 50.ª edição como um grande evento cultural, o maior do gênero ao ar livre na América Latina, muito diferente daquela reunião de 14 barracas que livreiros montaram em 1955 para divulgar seus produtos. De hoje até o feriado de 15 de novembro, estão programadas 600 sessões de autógrafos e centenas de atividades culturais como debates literários, palestras, exibições de filmes, espetáculos teatrais, shows musicais, exposições de artes plásticas e de fotografias, todas gratuitas. A Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), promotora da feira, acredita que 1,8 milhão de pessoas passem pela praça durante os 17 dias da festa. O cenário, que foi apenas uma calçada e depois toda a praça da Alfândega, avançou para o entorno e hoje inclui a rua dos Andradas, a travessa Sepúlveda e todos os espaços culturais da região, como o Centro Cultural Verissimo, o Museu de Arte do Rio Grande, o Santander Cultural, o Memorial e a Casa de Cultura Mário Quintana. "Há uma marcha da feira em direção ao cais", afirma o vice-presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Nelson Hoffmann, dando a entender que o evento vai estender seus tentáculos aos armazéns desativados do porto fluvial. País homenageado desta edição, a Alemanha já anunciou a presença dos escritores Hans-Ulrich Treichel, Günter Walraff e Inka Parei e um concerto do barítono Andreas Schmidt com o pianista Cord Garben. Estado convidado, a Bahia manda 15 escritores, entre os quais Zélia Gattai, e o grupo Olodum. O patrono da feira, neste ano, é o ensaísta, tradutor, ficcionista e poeta Donaldo Schüller, premiado em 2003 pela tradução de Finnegans Wake, de James Joyce, pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA).

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