Feira de Livros de Frankfurt homenageia a Islândia

Os negócios vão dar o tom na 63.ª edição da Feira de Livros de Frankfurt, o maior evento do mercado literário do mundo, que começou ontem. A afirmação pode parecer estranha, pois os editores e agentes que se reúnem anualmente na cidade alemã vêm tratar justamente disso, mas, com a crise econômica europeia e norte-americana, alternativas são necessárias. "Neste ano, a área destinada aos negócios será ampliada, pois haverá espaço para representantes da indústria do cinema e dos games", comenta Jürgen Boos, diretor da feira, em entrevista por e-mail. "A intenção é aumentar a fronteira na negociação de licenças e direitos crossmedias."

AE, Agência Estado

12 de outubro de 2011 | 10h15

A opção se justifica - como a revolução digital anda a passos morosos na Europa (na Alemanha, por exemplo, livros eletrônicos correspondem a menos de 1% das vendas), a feira abre seu leque. Assim, pela primeira vez, o consórcio de telecomunicações Deutsche Telekom terá um espaço na feira, onde manterá uma livraria digital.

Mesmo assim, Boos continua apostando na evolução do livro eletrônico. "Com a queda dos preços que já é esperada, acredito em um crescimento mais acelerado do conteúdo digital até o fim do ano na Europa", conta. "E o livro impresso continua soberano - basta ver o que aconteceu nos Estados Unidos, onde o crescimento em 20% do digital significou em aumento de mercado e não em uma simples troca pelo papel."

A Islândia é o país homenageado na edição deste ano. Com cerca de 350 mil habitantes, o país é um mercado ativo tanto na produção como na compra de títulos. "Há islandeses que não acreditam na própria existência se não publicam ao menos um livro", brinca o diretor da representação daquele país em Frankfurt, Halldor Guomundson. Segundo ele, a atividade literária foi praticamente a base da construção da identidade da Islândia, elemento que a diferencia entre outros países nórdicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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