Fedra de Faria exibe coleção de jóias na Galeria Brasiliana

Há cerca de dois anos a joalheira e designer Fedra de Faria pensou em criar uma coleção de jóias a partir de um processo original, em conjunto com artistas plásticos e índios. Em vez de fazer colares e brincos nos quais pedras preciosas fossem o material principal, Fedra entregou a 13 artistas e índios guaranis pequenos recortes de madeira pau-marfim nos mais diferentes formatos criados por ela para que eles criassem o que quisessem naquele inusitado suporte. "Queria colocar essa espécie de telinha no lugar onde seria a pedra", diz a designer - de certa maneira, tratava-se de pequenas telas em branco que, trabalhadas por cada artista, à sua maneira, se transformariam em um elemento original das jóias, a serem depois desenvolvidas por Fedra.O trabalho foi fluindo, originou 22 conjuntos de colares com brincos, uma caixa, três chaveiros e um marca-livros de mesa . Agora a designer inaugura, amanhã, no piso superior da Galeria Brasiliana, a mostra Telas Preciosas com o resultado da empreitada. "Muitos dos artistas só vão ver as obras prontas na abertura", diz Fedra, que convidou pintores e escultores que ela bem conhece, muitos de próxima convivência: Ana Tamanini, Antonio Peticov, Céu D´Ellia, Elon Brasil, Everenice Tamanini, Francis Marie, Guilherme de Faria, Ligia Maragliano, Marcello Mello, Marco Duailibi, Rodolpho Tamanini Netto, Sergio Vidal, Willi de Carvalho e índios guaranis.Como conta Fedra, a partir das pequenas obras que os artistas criaram ela desenvolveu os desenhos das jóias e colocou nelas pedras brasileiras e orientais que acompanhassem cada uma das composições. Feitas em prata, e por vezes com detalhes em ouro, as jóias trazem pedras como turmalina, topázio, ágata, pérolas e até sementes brasileiras. "É um trabalho inédito, uma parceria que eu nunca tinha feito", diz a designer.Por exemplo, já que Peticov "pintou" sua tela com azul e amarelo, Fedra fez uma jóia com pedras nessas cores. Como um índio guarani esculpiu um animal, a designer criou um colar com sementes seguindo o estilo artesanal. Há também peças que são pequenas pinturas de paisagens; desenhos em preto-e-branco como gravuras; caixinhas com miniaturas, de Willi de Carvalho; e pinturas de rostos indígenas, de Elon Brasil, e de arte popular, de Sergio Vidal. Além das jóias - todas estarão à venda, com preços variando entre R$ 250 e R$ 2.200 - Fedra também escolheu obras de cada artista para representá-los com seus trabalhos originais na exposição. Todas os conjuntos de jóias têm títulos e na exposição são acompanhados por textos, poemas e citações de livros e até música dos Beatles. "É para passar uma mensagem visual e também pela palavra", diz Fedra. Na abertura serão exibidas as animações Adeus, Dia D e trecho de American Tail 2 de Céu D´Ellia.Ao mesmo tempo, será inaugurada na próxima quinta-feria também na Galeria Brasiliana a mostra Show de Bola, com pinturas e esculturas de arte popular tendo o futebol como tema principal. Com curadoria do marchand Roberto Rugiero, há 30 anos se dedicando à arte popular, vale destacar da mostra as obras de Nilson Pimenta, João Pilarski, Paulo Carneiro e de Agostinho Batista de Freitas. Telas Preciosas e Show de Bola. Galeria Brasiliana . Rua Artur de Azevedo, 520, Pinheiros, 3086-4273. 2.ª a 6.ª, 10 h às 18 h (sáb. até 17 h). Até 15/7. Abertura amanhã, 19h30

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