Federal põe em debate o tema do tráfico de drogas

Michael Madsen é um ator durão que já apareceu em filmes de Quentin Tarantino (Cães de Aluguel) e Olivier Assayas (Boarding Gate). Ele participa hoje de uma rodada de entrevistas, ajudando a promover Federal. O longa de Erik de Castro estrelado por Carlos Alberto Riccelli e Selton Mello passa-se em Brasília e trata da operação montada por equipe da Polícia Federal para desbaratar quadrilha de traficantes. Madsen está no elenco, como um tira norte-americano do DEA, o departamento de combate às drogas, que se une ao tráfico.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2010 | 00h00

Mais atraentes são duas estrelas europeias, a inglesa Charlotte Rampling e a francesa Irène Jacob, que são esperadas para promover o filme que também rodaram no Brasil - Rio Sexy Comedy, de Jonathan Nossiter. É um cineasta que promete - afinal, dirigiu o ótimo documentário Mondovino.

O festival apresenta cerca de 350 filmes. Serão 1.500 sessões em 30 locais de exibição espalhados pelo Rio. Esses filmes integram diversas mostras - Panorama do Cinema Mundial, Tesouros da Cinemateca, Foco Argentina, Mostra Geração, Expectativa, as Premières Latina e Brasil. São Paulo, que hospeda a Bienal de Arte, apresenta programas de grandes diretores do cinema atual. Até por ser essa uma das funções dos festivais, o Rio tem promovido mostras que investigam novas linguagens. Este ano, o festival vai adiante e celebra os artistas.

Itinerários Únicos reúne documentários sobre artistas. A ideia é resgatar percursos extraordinários. Entre outros títulos, serão exibidos Picasse e Braque Vão ao Cinema, de Arne Glimcher; Jean-Michel Basquiat - Criança Radiante, de Tamra Davis; Louise Bourgeois - A Aranha, a Amante, a Tangerina, de Marion Cajori e Ameri Wallach; e Quanto Pesa Seu Edifício, Mr. Foster, de Carlos Carcas e Norberto López Amado, sobre a obra do arquiteto Norman Foster. Todos ostentam excelente reputação (os filmes, além dos artistas). Os brasileiros também são contemplados com 5 + 5, de Rodrigo Lemounier, sobre a trajetória de cinco trabalhos de Carlos Vergara; e Pixo (Spray), de João Wainer e Roberto T. Oliveira, sobre o cotidiano dos pichadores de São Paulo.

Este ano, o Rio está conseguindo trazer vários vencedores de Veneza. Em anos anteriores, isso não ocorria. Lebanon, de Samuel Maoz, que ganhou o Leão de Ouro e encerrou a Mostra de São Paulo em 2009, somente este ano está sendo apresentado para os cariocas.

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