Fayed diz que realeza britânica queria 'livrar-se' de Diana

O empresário milionário Mohamed al Fayed acusou nesta segunda-feira a família real britânica de desejar "livrar-se" da princesa Diana, que morreu junto com o filho dele em uma batida de carro ocorrida em 1997. Testemunhando em meio a um inquérito que investiga a morte de Dodi al Fayed e de Diana, o proprietário da loja de departamentos Harrods lançou acusações contra o príncipe Charles, ex-marido da princesa, e contra o príncipe Philip, ex-sogro dela e marido da rainha Elizabeth 2a. "Ela (a princesa Diana) falou comigo pessoalmente a respeito de seus temores, tanto antes quanto durante as férias que os dois passaram juntos em julho de 1997", afirmou Fayed em uma declaração escrita enviada à corte encarregada da investigação. "Ela me disse que sabia que Philip e o príncipe Charles desejavam livrar-se dela." Diana, de 36 anos, Dodi, de 42, e o motorista Henri Paul, um funcionário de Fayed, morreram quando a limusine Mercedes no qual estavam bateu dentro de um túnel de Paris, em agosto de 1997. A colisão aconteceu enquanto o carro tentava escapar de paparazzi que os perseguiam após terem saído do Hotel Ritz. Pela lei britânica, um inquérito deve ser realizado para determinar a causa da morte de alguém quando essa morte não é natural. Investigações realizadas pela polícia da Grã-Bretanha e da França concluíram que a batida não passou de um trágico acidente provocado pelo excesso de velocidade e pelo fato de o motorista estar alcoolizado. As duas investigações rejeitaram as teorias conspiratórias de Fayed. Mas o empresário, em seu comunicado, voltou a dizer que os serviços de segurança da França e da Grã-Bretanha eram cúmplices nos esforços para matar o casal e depois esconder esse fato. "Os serviços franceses de inteligência ajudaram os britânicos a livrarem-se da culpa pelo assassinato", afirmou. "A princesa Diana disse-me ter provas de que sua vida corria perigo." Em outras oportunidades, Fayed declarou acreditar que o assassinato da princesa devia-se ao fato de a família real não desejar que a mãe do futuro rei desse à luz uma criança concebida com o filho dele. Na declaração de segunda-feira, o empresário afirmou que Diana tinha lhe confiado estar grávida e que ela e Dodi estavam prestes a anunciar seu noivado. "Pelo telefone, Diana me disse que estava grávida. Sou a única pessoa para qual ela falou isso. Eles me disseram que estavam noivos e que anunciariam o noivado na segunda-feira de manhã (três dias depois do acidente)". Fayed, cujas teorias contradizem a maior parte das testemunhas ouvidas no inquérito, também afirma que o corpo de Diana foi embalsamado para encobrir as provas de que esperava um filho. (Por Kate Kelland)

PAUL MAJENDIE, REUTERS

18 Fevereiro 2008 | 12h18

Mais conteúdo sobre:
GENTE DIANA FAYEDABREBOCA

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.