Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AE

Fashion Rio termina mais enxuta e com um saldo positivo

Nesta edição, a novidade foi a estreia de seis grifes: Nica Kessler, Patachou, Andrea Marques e New Order

Roberta Pennafort, de O Estado de S. Paulo,

13 de janeiro de 2010 | 20h29

O Fashion Rio e o Rio-à-Porter, seu braço para negócios, foram encerrados nesta quarta, 13, com saldo positivo. A semana de moda carioca só evoluiu com a chegada de Paulo Borges, no posto de diretor criativo há sete meses - mais enxuta do que em anos anteriores, ficou também mais profissional, analisam os que a acompanham há muitos verões.

 

O Rio-à-Porter, por sua vez, terminou com bons números, divulgou ontem o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira: o volume de vendas para o mercado nacional pelos expositores (fabricantes de roupas e acessórios do Rio e de fora) foi de R$ 526 milhões, contra R$ 376 milhões da edição de janeiro de 2009.

 

Realizado nos mesmos quatro dias do Rio-à-Porter (de domingo a ontem), o Fashion Business, na Marina da Glória, evento paralelo, divulgou suas cifras igualmente animadoras. Prova de que a moda está mesmo em alta como negócio. O crescimento nas vendas foi de 18%. Somando os valores das duas feiras, chega-se à soma de R$ 1 bilhão. "Que bom que deu tudo certo. Paris tem cinco salões simultâneos", comentou Paulo Borges, diante dos resultados.

 

Afastada do Fashion Rio com a vinda de Borges de São Paulo, Eloysa Simão, que manteve a marca do Fashion Business, também ficou satisfeita. Tanto que anunciou a criação de mais duas edições anuais, que contarão com um adiantamento das coleções de alto verão (em agosto) e inverno (em novembro).

 

Com relação aos desfiles, Paulo Borges se mostrou contente quanto às mudanças que conseguiu implementar: menos atrasos (salvo duas ou três grifes, que foram além do padrão de quarenta minutos) e maior organização para os profissionais que trabalham nos camarins e na cobertura jornalística. "O que eu vi foi uma evolução enorme. Eu ouvia dizer que o Fashion Rio não tinha moda de inverno, mas houve crescimento da qualidade dos produtos.

 

O foco agora está na moda. Antes, a celebridade tinha uma preponderância muito grande", avaliou, referindo-se aos rostos famosos nas passarelas e na fila A das salas, que, muitas vezes, acabam chamando mais atenção dos que as coleções apresentadas.

 

Novidades

 

Já de olho no Fashion Rio de verão, o mais importante para a cidade, a ser realizado entre 28 de maio e 2 de junho, Borges anunciou que um espaço ainda maior do Pier Mauá será utilizado (a recuperação das instalações "é um legado do Fashion Rio para os cariocas", aponta).

 

Diretor da São Paulo Fashion Week, que começa domingo, ele está tentando trazer as oito grifes de moda praia que desfilam na cidade. Se conseguir, este seria o "fato novo" da vez. Nesta edição, a novidade foi a estreia carioca de seis grifes. Quatro delas desfilaram ontem: Nica Kessler, Patachou, Andrea Marques e New Order.

 

A última seria a veterana Alessa. Nica trouxe uma coleção bem feminina, com vestidos cheios de babados e estampas florais, em tons de rosa. A leveza de seus tecidos se contrapunha aos casacos e mantôs pesados. A jovem estilista quis dar um tom romântico ao visual urbano de inverno. A mineira Patachou, que tem mais de 30 anos e desfilou durante anos na SPFW, se inspirou na chuva (que não caiu em todo o Fashion Rio).

 

Correntes e tachas estão presentes nas roupas-armaduras das modelos, em contraponto com peças em tricô, sua especialidade. Uma pré-passarela em ziguezague foi montada pela grife, o que criou um bonito efeito visual. Entre as tendências mostradas pelas 27 grifes nos seis dias de desfiles, estão: pernas de fora, ombros em destaque, alusões ao universo roqueiro e meia-calça e leggings coloridos e brilhosos.

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