Fashion Rio ao som de samba-rap

A passarela da moda inverno da segunda edição do Fashion Rio, que acontece no Museu de Arte Moderna (MAM), mostra que o preto em linhas clássicas predomina nos desfiles iniciais do evento. No desfile da Santa Ephigênia, que abriu a temporada, o tema era a Casa Canadá, tradicional loja de modas carioca dos anos 50 e 60, e os estilistas Marco Maia e Luciano Canale resgataram aqueles anos dourados. O desfile foi precedido por uma exposição de fotos da etiqueta Maria Bonita, em homenagem à estilista Maria Cândida Sarmento, uma pioneira falecida no fim do ano passado. Depois da SantaEphigênia, veio outra veterana, Mariazinha, com criações de Mara MacDoewl e em seguida os mineiros Graça Ottoni, com a marca que leva o seu nome, e Tito Bessa, do TNG.Hoje, a maior novidade no desfileda etiqueta Permanente, de Andrea Saletto, que abriu o segundo dia da Fashion Rio, no Museu de Arte Moderna (MAM) foi onovo visual do cantor e compositor Seu Jorge (o Mané Galinha de Cidade de Deus), que se apresentou durante a passagemdas modelos. De óculos e sem a cabeleira, ele cantou seus sambas-rap ao longo do desfile de uma coleção absolutamentebásica e comportada, a começar pelas cores terra, que iam do bege claro ao marrom escuro (com algumas nuances decinza e poucas cores mais quentes). Segundo a estilista, seu público é a mulher cosmopolita e suas roupas são atemporais.O que predomina é o bom corte e o caimento em tecidos de boa qualidade. Depois dela, vieram a Coven e mais três desfilesde marcas já consagradas: Tufvesson, de Carlos Tufvesson; Tessuti, de Clara Vasconcelos; e Totem, de Fred d?Orey. Nesta quarta,os mais aguardados são Complexo B e Sandpiper, que faz a linha esportiva a preços acessíveis.

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