Fãs do The Police relembram show no Maracanãzinho

O público que fez do Maracanã a casa do The Police chegou cedinho para a festa. Tudo para conseguir um lugar razoavelmente perto do palco, já que uma grande extensão do gramado ficou destinada à área vip. A família Lutz, mãe, pai, dois filhos pós-adolescentes e uma sobrinha, todos vindos do bairro carioca de Bangu, foi a primeira a se posicionar junto a um dos portões do estádio. Eram 9 horas. O sol estava de matar, mas não os desanimou.O clã levou sanduíches e refrigerantes para matar a fome e passar o tempo. Às 16h30, três horas antes do início do show, tudo já havia acabado. Já o bom humor persistia, apesar do suadouro. Entre os policemaníacos, havia duplas e trios de pais e filhos, além de amigos e casais de namorados. A idade média era indefinível, mas beirava os 30 anos. Durante o espetáculo, se os mais velhos reconheciam os hits aos primeiros acordes da guitarra de Andy Summers, os jovens cantarolavam Message in a Bottle e Every Breath You Take animadamente.Os fãs da ?velha guarda? que assistiram à passagem do trio pela cidade 25 anos atrás chegaram esperando mais, muito mais. ?Em 82, o Maracanãzinho estava vazio. O Rio ainda não tinha entrado no circuito de rock internacional, o que só aconteceria em 85, com o Rock in Rio. As pessoas não conheciam o Police direito, apesar de ser o auge da fama deles nos Estados Unidos e na Europa?, lembrou Sebastião Carvalho, de 48 anos, acompanhado da namorada, Carla, de 34, ambos vindos de Petrópolis, cidade da região serrana do Rio de Janeiro.?Eles levaram uma tremenda vaia. O Sting, um chato de galocha, ficava enrolando a platéia, que não se conteve quando ele levou um tempão repetindo De Do Do Do De Da Da Da...?, relembra Carvalho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

10 de dezembro de 2007 | 11h08

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