Fãs de mangás se reúnem no Japão para festival de cosplay

Mulheres de armaduras, homens comespadas e vampiras loiras se reuniram no salão do Ministériodas Relações Exteriores japonês, na quarta-feira. Eram fãs de anime e mangás (histórias em quadrinhosjaponesas) reunidos para uma cúpula internacional do Cosplay,como parte dos esforços de Tóquio para promover a imagem do"Japão cool", enquanto aumentam as fileiras dos admiradores dacultura pop japonesa. "O mangá é uma linguagem internacional", disse MichioOguri, presidente do quinto evento anual que acontecerá nestefim de semana em Nagoya, no Japão central. O cosplay, que se iniciou no Japão, é uma fusão daspalavras "costume" (figurino) e "play" (jogo ou brincadeira).No cosplay, as pessoas se vestem principalmente comopersonagens de animes japoneses, mangá ou videogames. Os fãs do cosplay costumam reunir-se em um número crescentede festivais realizados em todo o mundo para exibir seusfigurinos detalhados e curtir a paixão que têm em comum. Alguns, como o participante brasileiro Marcelo Batista deAndrade Fernandes, chegam a usar lentes de contato coloridaspara conferir um brilho sobrenatural a seus olhos. Os concursos oferecem aos entusiastas uma oportunidade paraagir como fazem seus personagens, em solo ou em duplas. Este ano, 14 duplas de 12 países -- desde a Dinamarca e aFrança até a Tailândia e o Brasil -- passaram pelas faseseliminatórias e ganharam passagens para o Japão. Após uma coletiva de imprensa, cinco das equipes visitaramo Ministério das Relações Exteriores, um dos patrocinadores doconcurso. O ministro do Exterior japonês, Taro Aso, é fã tãoinveterado dos mangás que costuma ler HQs em seu carro oficialentre um compromisso e outro. Mas ele não pôde comparecer aoevento porque estava em uma reunião de chanceleres asiáticos emManila. Seu lugar foi ocupado por seu vice, Katsuhito Asano. "Meu chefe é fã total dos mangás. Ele deve estar com penade não estar presente", disse Asano, acrescentando: "Nãoencontramos o mesmo tipo de interesse da mídia quando falamossobre questões sérias de política externa."

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