Fantástico exibe reflexão filosófica sobre Copa do Mundo

Falar de filosofia para a massa não é obra fácil. O Fantástico botou essa idéia em prática pelas mãos - aliás, cabeça - de Viviane Mosé e o efeito bem que surpreendeu a direção da Globo. Resumo da ópera: a filósofa volta ao programa no próximo domingo, dessa vez para engatar um Ser ou não ser com argumento mais que atraente: Copa do Mundo. A partir do mundial da Alemanha, Viviane ataca o tema de paixão e disputa. Vai questionar, por exemplo, como lidar com excessos. Até que ponto as pessoas têm controle sobre as forças passionais e onde elas começam a ser controladas por essas? A platéia que se acha mais sabida pode até olhar com algum desdém, não importa. Não é a quem pensa que tudo sabe que a iniciativa pretende atender - embora ela acabe alcançando, sim, muitos daqueles que se crêem superiores. Com algum didatismo e embalagem cativante, Viviane poderá desfilar para milhões, numa série de reportagens, conceitos que tomam como referência aquela turma sempre últil aos passos da humanidade - tipo Aristóteles, Spinoza e Nietzsche.

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