Fandango é tema de museu vivo no litoral de SP

Exemplo de manifestação popular, muitas vezes, esquecida ou até desconhecida, o fandango é tema de um projeto de difusão e preservação, batizado de Museu Vivo do Fandango. Em São Paulo, seu pré-lançamento percorre duas cidades do litoral sul. Teve início na terça-feira, na cidade de Iguape, e hoje segue para Cananéia, onde será realizado um evento, às 21 h, no Centro Comunitário local. Para esse evento, foi programada uma série de atividades, entre elas, a doação de estantes com livros, discos e vídeos para compor o acervo, que será instalado no Museu Municipal Victor Sadowiski, além de placas que vão identificar a casa dos fandangueiros e pontos turísticos para visitação. Haverá ainda mostra fotográfica e show de dois legítimos fandangueiros, Beto e Paulinho Pereira. Um pouco antes, às 19 h, haverá uma cerimônia oficial de fundação do Grupo de Fandangueiros de Cananéia. "A principal importância é resgatar a tradição do fandango, que é a mais pura da cultura caiçara, além da oportunidade de divulgar o fandango em outras regiões", diz Marcelo Barros, secretário de Turismo de Cananéia. Originário da cultura popular, o fandango faz uma mistura de dança e música. Os fandangueiros costumam utilizar instrumentos artesanais, como rabeca e viola. Suas músicas têm como característica serem valsadas ou ritmadas com ajuda da batida dos tamancos. No litoral sul e sudeste brasileiro, o fandango está ligado ao trabalho na lavoura, na pesca e também à cultura caiçara. Por meio do projeto Museu Vivo do Fandango (que recebe patrocínio da Petrobrás), a idéia é criar uma rede de instituições, grupos e pessoas para que se estreite a relação com o fandango. Isso envolve a composição de um circuito de visitação com atrações culturais em dois municípios do litoral paulista, justamente Cananéia e Iguape, e três cidades do Paraná - Paranaguá, Guaraqueçaba e Morretes. No litoral paranaense, o pré-lançamento do projeto já foi realizado em abril.Museu Vivo do Fandango. Centro Comunitário local, R. Paulo Porphirio Paiva, 66, Rócio.

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