Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Familiares velam o corpo do humorista Chico Anysio no Rio

Velório foi aberto para o público por volta das 13h30; corpo do humorista será cremado amanhã

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

24 de março de 2012 | 10h41

Texto atualizado às 14h03.

 

RIO DE JANEIRO - Amigos e parentes velam o humorista Chico Anysio desde o início da manhã, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no Centro do Rio. A cerimônia, que começou às 8h, foi aberta ao público por volta das 13h30, 30 minutos antes do horário inicialmente anunciado pela assessoria de imprensa do humorista.

 

Os filhos Bruno Mazzeo e Nizo Neto estavam entre os primeiros a chegar. Chico morreu na tarde de ontem, aos 80 anos, por falência múltipla dos órgãos, depois de longa internação para tratar uma infecção pulmonar.

 

O corpo do humorista deixou o Hospital Samaritano às 5h40 e foi levado para o Teatro Municipal. O cineasta Zelito Vianna, irmão de Chico, chegou acompanhado do filho, o ator Marcos Palmeira. Também estavam presentes ao velório Cininha de Paula, sobrinha do humorista, o cantor Elymar Santos, as atrizes Marília Pêra, Glória Pires, entre outros. A mulher de Chico, Maga Di Paula, chegou ao velório bastante emocionada.

 

O corpo de Chico Anysio será cremado amanhã.Mais de 200 pessoas estão reunidas no Theatro Municipal, centro do Rio, velando o corpo do humorista, afirmou para o estadão.com.br a assessora de imprensa, Luciana Sander.

 

Seguranças contratados pela TV Globo tentam proteger a entrada de artistas do assédio dos fãs e da imprensa. Agora há pouco, dois “ex-alunos” da Escolinha do Professor Raimundo chegaram ao Teatro  Municipal: David Pinheiro, que interpretava o Armando Volta, que chamava o professor de “Somebodylove”, e Claudia Mauro, que fazia a Dona Capitu, a aluna preferida.

 

“Foi meu mestre, meu amigo querido. Uma das pessoas mais incríveis e mais generosas que eu conheci na minha vida”, disse Claudia, emocionada. O marido dela, Paulo César Grande, classificou Chico Anysio de um “dos maiores humoristas que o Brasil já teve”.

 

Marcos Veras, colega de Chico no Zorra Total, contou que o humorista  vinha gravando no Projac, mesmo em cadeiras de rodas. “Durante a gravação, ninguém percebia a fragilidade do estado de saúde dele. Ele só gravou uma vez em casa. Isso demonstra o profissionalismo dele e a  paixão pelo trabalho. Toda família de artistas vai continuar o legado dele. A despedida é sempre muito triste. Você está perdendo além do homem maravilhoso, um grande artista”, disse.

 

 

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