Faltam modelos asiáticas e negras nas passarelas de Nova York

Enquanto as coleções de primavera sãoapresentadas nas passarelas da Semana de Moda de Nova York, afalta de diversidade étnica se faz notar entre as modelos, ealguns observadores do setor de moda dizem que ocorrediscriminação. Os desfiles da semana acontecem semanas depois de a famosamodelo negra Naomi Campbell acusar as revistas de moda defavorecer modelos de pele clara em detrimento da beleza negra. "É lamentável que uma garota branca e loira ainda seja oideal de beleza", comentou o diretor de arte e moda Frank deJesus, dizendo que não conseguiu encontrar uma modelo asiáticapara Sabyasachi. Uma representante do Conselho de Estilistas de Moda dos EUAdisse que cabe aos estilistas exigir a diversidade étnica. Na Semana de Moda de Nova York, muitos dos maioresestilistas optaram por empregar em seus desfiles uma ou duasmodelos negras e algumas asiáticas, mas outros não tiveramnenhuma, segundo repórteres da Reuters que assistiram a mais de40 desfiles. Dados do censo norte-americano indicam que negros emestiços de negros com outras raças compõem 13 por cento dapopulação do país. Diane von Furstenberg e Baby Phat estão entre os poucosestilistas que incluíram uma mistura racial entre suas modelos.Pelo menos metade das modelos da Baby Phat, cujos modelitosurbanos glamurosos são de Kimora Lee Simmons, eram negras ouasiáticas. A modelo Godeliv Van den Brandt, de ascendência belga econgolesa, disse que as modelos negras são usadas muito menosque as brancas. "Eles gostam de usar loiras e morenas de pele branca",disse ela. "Às vezes se usam mais modelos negras quando há porexemplo roupas de inspiração africana." Vários estilistas e algumas modelos, incluindo a topsudanesa Alek Wek, relutaram em falar da questão racial, emboraWek tenha admitido que teve dificuldades no início dacarreira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.