Falta intimidade ao novo "Saia Justa"

Um depoimento gravado por Rita Lee foi a melhor coisa do novo Saia Justa, que estreou anteontem no canal pago GNT. Não é que o time atual seja tão pior que aquele que lá estava até dezembro, com Fernanda Young, Marina e Marisa Orth. É que a química original já se perdera desde a saída de Rita e era preciso reescalar o time regido com tanta precisão por Mônica Waldvogel. Encontrar a fórmula perfeita de um elenco não é simples. Em novela, quando o mocinho não dá liga com a mocinha o fracasso é certo. E quando o cast tem apenas quatro pessoas do mesmo sexo em um cenário que, de tão fechadinho e pastel, caberia numa daquelas câmeras do CET, qualquer erro pode ser fatal. O GNT sabe disso e testou muitas combinações até chegar ao atual Saia Justa. Mas, ainda que Mônica tenha tentado alinhavar a distância entre Luana Piovani, Betty Lago e Márcia Tiburi, faltou liga ao time. Culpa da falta de intimidade que ainda impera entre as quatro e ao exibicionismo pelo melhor bate-boca da estréia (close em Márcia e Luana). Feitos os descontos, convém baixar a torcida. A proposta é fugir da pretensão intelectual, mas ninguém merece ouvir Luana Piovani dizendo que está ´numa relação nova com livros´ - ´agora gosto de ler´, endossou. E por que alguém como ela, que já foi vítima de flashes por ter dispensado a calcinha sob um vestido justo, vê com tanta estranheza a mulherada caçadora que sai por aí de miniblusa e microssaia? O que é isso, companheira? Márcia Tiburi faz o contraponto pós-feminista. As sacadas instantâneas que fariam o bom ritmo do programa, por enquanto, só aparecem nas direções de Betty e de Mônica - e salve Mônica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.