Fábio Porchat estreia amanhã como colunista

Roteirista e ator do Porta dos Fundos, o paulistano publica amanhã, no C2, texto em que fala sobre o cinema nacional

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2013 | 02h10

Conhecido por arrancar gargalhadas do público, Fábio Porchat também vai falar sério a partir de amanhã, quando estreia sua coluna no Estado. Em seus textos semanais no Caderno 2, o humorista fará reflexões sobre assuntos do cotidiano. "Não sei se vou para a linha de crônica, de opinião ou de teoria. Vai ter humor, mas não vai ser uma coluna de humor. Agora, vou poder pegar qualquer assunto e dissecá-lo sem a obrigação de fazer uma piada", conta.

Ele avisa, porém, que não quer perder o hábito, de fazer o leitor sorrir. "A ideia é que minha opinião seja recheada de bom humor. Torço para que as pessoas riam. Quero que digam que se divertiram com a minha coluna", espera ele.

O primeiro texto será sobre o as transformações recentes do cinema nacional. "É uma constatação sobre isso, do que acho que está acontecendo. É sobre o preconceito contra o nosso cinema. Há um preconceito da crítica com as comédias e das pessoas com o filme nacional", explica Porchat. Para o humorista, ainda existem espectadores brasileiros com resistência às produções nacionais. "Isso está mudando na cabeça do público. Mas todos têm preconceito. Parece uma fala antiga, mas tem gente que não vai ver um filme porque é brasileiro."

Acostumado a roteirizar ideias para seus shows de stand-up comedy e esquetes para os vídeos do Porta dos Fundos, que grava semanalmente, Fábio Porchat criou seu método para escrever a nova coluna. "Tenho uma ideia e fico remoendo. Converso com alguém e depois sento e escrevo", entrega o paulistano, que, mesmo experiente na comunicação com o público, se sente como um calouro ao mandar seu recado por escrito. "É um tom mais de jogar conversa fora. A palavra lida é diferente da falada."

A notícia de que se tornaria colunista do Estado foi comemorada pela família do humorista. "Meu pai assina e eu sempre li o jornal. Ele ficou mais feliz do que eu, é como se eu tivesse ganho um Oscar."

As páginas do Caderno 2 foram um incentivo para Porchat descobrir o seu talento para contar histórias. "O (Luis Fernando) Verissimo me inspirou. Sempre li as colunas e comecei a escrever por causa dele. É um honra dividirmos esse espaço", derrete-se.

Enquanto desenvolve os esquetes do Porta dos Fundos, o humorista também dá andamento ao roteiro do longa inspirado nas histórias do portal de vídeos, previsto para ser rodado este ano com os mesmo atores que aparecem na internet, como Gregório Duvivier e Antônio Tabet. Em dezembro, ele vai integrar o elenco de La Vengaza, título da produção rodada na Argentina.

Hoje, Porchat está em cartaz com Vai Que Dá Certo, que ultrapassou 2 milhões de espectadores. Em outubro, ele será visto em Meu Passado me Condena.

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