'Exuberante Deserto' retrata drama em kibutz de Israel

Filme crítico ao sistema de kibutz recebe quatro troféus da Academia Israelense

Neusa Barbosa, da Reuters

07 de setembro de 2027 | 16h41

Premiado nos festivais de Sundance e Berlim em 2007, o drama israelense Exuberante Deserto concentra-se, num tom bastante crítico, na experiência dos kibutz em Israel, nos anos 1970. Claramente, a história, escrita pelo diretor Dror Shaul, apresenta um forte componente autobiográfico. O filme entra em cartaz nesta sexta-feira, 29, apenas em São Paulo. Veja também: Trailer de Exuberante Deserto  Trailer de 'O Homem Que Desafiou o Diabo'    O protagonista é Dvir (Tomer Steinhof), garoto de 12 anos que se prepara para o bar mitzvah, o ritual de passagem para a vida adulta dos meninos judeus. Ele vive um momento delicado em outros sentidos. Seu pai morreu misteriosamente há alguns anos e ninguém na família fala abertamente a respeito. Sua mãe, Miri (Ronit Yudkevitz), há tempos sofre de depressão e o irmão mais velho, Eyal (Pini Tavger), prepara-se para entrar no Exército. Os avós paternos controlam todos os passos de Miri e torna-se claro que a consideram culpada pela morte de seu filho. Sem poder lidar com problemas assim complexos, Dvir torna-se o anjo da guarda da mãe, que decide casar-se novamente, escolhendo um noivo de fora, não-judeu, o que não é proibido na comunidade, mas aborrece seus ex-sogros. Stephan (Henri Garcin) é um suíço, bem mais velho do que Miri, e apaixonado o bastante para viver com ela no kibutz. Essa adaptação não é tão simples. Em breve, Stephan envolve-se num conflito com o agressivo vizinho de Miri, Avner (Shai Avivi), e sua permanência se complica. Apesar do tom forte da crítica ao sistema de kibutz, instituição muito importante na constituição do Estado de Israel, Exuberante Deserto foi também bastante premiado no país. Recebeu quatro troféus da Academia Israelense - melhor filme, direção de arte, som e música em 2006.

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