Expressão dos sentimentos mais diversos

O Estado de S.Paulo

15 Julho 2012 | 03h11

Um rosto que se adaptou a papéis muito diferentes. Assim se pode definir Anna Karina e suas relações com a época de ouro do cinema francês. "É um erro definir a nouvelle vague como um todo", diz. "Cada diretor era diferente um do outro e mesmo os filmes de um mesmo cineasta eram distintos", disse ao 'Estado'. Como exemplo, aqueles que são, talvez, os dois filmes mais impactantes do seu currículo. Em Viver a Vida, Anna interpreta a prostituta Naná. A cena mais impressionante, uma das maiores da história do cinema, é quando ela vê, na tela, a Falconetti interpretar A Paixão de Joana D'Arc, de Dreyer, e cai no choro, se identificando com a mártir. No outro, ela é Suzanne, uma noviça sem vocação em A Religiosa, de Jacques Rivette, adaptado do texto clássico de Diderot. A princípio atormentada por suas colegas, depois assediada sexualmente, todo o tormento lhe passa pela face expressiva - e pelo par de olhos que Deus ou a mãe natureza lhe deram. / L.Z.O.

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