Exposições, debates e shows celebram cultura negra no Rio

Na semana que começou com o Dia da Consciência Negra (20 de novembro), o Rio respira os ares do I Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras. Trata-se de uma série de espetáculos, exposição de artes plásticas e debates, patrocinada pela Petrobrás e realizada nos teatros do grupo Sesc Rio, com entrada franca, até o próximo domingo.Aberto na terça-feira, o festival, apresentado pela dupla de atores Bete Mendes e Mauricio Gonçalves terá shows de artistas do Rio e de outros Estados. Entre os convidados estão grupos como o Afoxé Filhos de Gandhi, Rio Maracatu, Afroreggae e Jongo da Serrinha. Os cantores Dona Ivone Lara, Nei Lopes, Rita Ribeiro, Luiz Carlos da Vila e Nilze Carvalho (com Sururu na roda) também vão se apresentar.O seminário Inserção e realidade contará com a presença da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial. Participarão das discussões professores, intelectuais e pesquisadores que refletem sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Eles debaterão questões como racismo, influência africana, sincretismo religioso, cultura, educação e trabalho.Oficinas de pintura, música, dança, de cabeleireiro e de confecção de bonecas também estão programadas (para o período de quinta-feira a domingo), e serão abertas a todos os interessados. "A cultura afro é parte vital da identidade brasileira, por isso tínhamos esse projeto há muito tempo", conta o produtor cultural Armando Daudt, que faz parte do grupo de organizadores.O time é completado pelo ator Milton Gonçalves (que faz a coordenação do seminário, do qual é, também, mediador) e pelo produtor Haroldo Costa (que assina a coordenação artística) - dois antigos militantes de movimentos afirmativos afrodescendentes.Gonçalves já disse que é um "negro em movimento, e não de movimento negro". Costa é pesquisador do carnaval carioca. Viveu o personagem-título da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, em 1956, e dirigiu sua remontagem, 39 anos depois.

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