Exposição representa indicados ao prêmio

A cerimônia de premiação dos homenageados pelo Prêmio Multicultural 2001 Estadão Cultura vai marcar também a abertura de uma exposição que pretende motivar uma reaproximação do público com a arte. No dia 11 de julho, às 20h30, os 14 indicados neste ano serão homenageados pela exposição Território Expandido 3, que terá a arte eletrônica como tema e estará aberta ao público até o dia 29 do mesmo mês, no Sesc Pompéia, espaço que renova sua parceria com o prêmio ao financiar a exposição.Na mesma noite, serão homenageados os escolhidos por um colégio eleitoral que, neste ano, atingiu o número recorde de 6 mil votantes: o médico oncologista e escritor Drauzio Varella, o escritor e crítico teatral Sábato Magaldi e o músico Tom Zé, entre os criadores, e a ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, mãe Stella de Oxóssi, como fomentadora cultural.Os três criadores escolhidos receberão R$ 30 mil cada um além de um troféu criado pelo artista plástico Félix Bressan. O fomentador eleito também é contemplado com um troféu, mas não recebe recursos, por causa de sua condição profissional ou jurídica - profissionais em cargos executivos ou políticos, empresários, instituições e empresas.A escolha de Bressan, talento em acelerado processo de amadurecimento expressivo, foi feita, como ocorre desde 1999, pela curadora Angélica de Moraes, por profissionais do Departamento de Cultura e Educação do Estado, e pela Articultura responsável pelo planejamento e coordenação do Prêmio. Autor de peças engenhosas e de difícil execução, Bressan não produz em larga escala e, para o Multicultural Estadão, criou um objeto que, aberto, revela uma outra dimensão. "Como de costume, a escolha do trabalho de Bressan segue um dos objetivos do prêmio, que é apontar um artista que esteja vivendo um importante momento de sua carreira", comenta Angélica.O troféu representa ainda uma importante ação cultural, pois se trata de um trabalho de um artista contemporâneo, que aceitou o desafio de elaborar uma obra diferente. A entrega do objeto criado por Félix Bressan, na noite do dia 11 de julho, marca também a abertura da exposição Território Expandido 3, que representa o encontro do universo criativo entre artistas convidados e os 14 homenageados pelo Prêmio Multicultural Estadão."Trata-se de uma exposição autônoma, caracterizada como mais uma ação cultural do Estado no calendário cultural da cidade", conta Angélica. Como o tema é arte eletrônica, os artistas reservaram uma obra inédita de cada um que serão dedicadas aos homenageados - além dos premiados, a lista conta ainda com o antropólogo Hermano Vianna, a coreógrafa Lia Rodrigues, o encenador Amir Haddad, a arquiteta urbanista Regina Meyer, o documentarista João Moreira Salles, os cineastas do movimento árido movie (Paulo Caldas, Lírio Ferreira e Marcelo Luna) e o escritor Milton Hatoum, o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (representado por Carlos Rocha), o colecionador de arte Gilberto Chateaubriand e Tania Rösing, professora do curso de Letras da Universidade de Passo Fundo."A arte eletrônica é um exemplo da última fronteira da desterritorialização da arte, pois transforma moléculas em byte", observa Angélica. "E isso a torna muito próxima do público, pois se assemelha aos tubos eletrônicos que todos têm contato fácil, como um aparelho de TV." A aproximação, acredita a curadora, vai permitir a recuperação do gosto popular pela arte.Os artistas foram escolhidos seguindo uma bem dosada divisão entre os consagrados e aqueles ainda desconhecidos no circuito brasileiro. São os seguintes: Ronaldo Kiel, Jailton Moreira, Patrício Farias, Maurício Dias e Walter Riedweg, Elyezer Szturm, Simone Michelin, Ana Miguel, José Wagner Garcia, Carlos Fadon Vicente, Kiko Goifman e Jurandir Müller, Daniela Kutschat e Rejane Cantoni, Walter Silveira, Alexander Pilis e Eder Santos.

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