Exposição relaciona arte moderna a JK

A 1.ª Exposição de Arte Moderna, com mais de cem obras de artistas predominantemente de São Paulo e Rio, foi realizada em 1944, na capital mineira, quando o presidente Juscelino Kubitscheck era ainda prefeito de Belo Horizonte. A mostra ganhou o apelido de "Semaninha de Arte Moderna", numa referência à estrondosa Semana de 22, marco fundador do modernismo. Na época, além da mostra, houve apresentações músicais em torno da arte moderna. O curador foi ninguém menos do que o consagrado artista Guignard, juntamente com J. Guimarães Menegale. Isso ocorreu há 60 anos. E para comemorar a data, a curadora Denise Mattar decidiu montar a exposição O Olhar Modernista de JK, em cartaz até o dia 10 de dezembro no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Depois, a mostra vai para Belo Horizonte e São Paulo e ainda não está definido se passará por Curitiba. Na mostra, 50 obras originais estiveram presentes no "acontecimento" de 1944 - entre elas, uma das que foram cortadas, do artista Santa Rosa - e mais outras escolhidas pela curadora, totalizando 80 trabalhos. A curadora explica que a polêmica em torno da mostra foi tal, que "oito quadros foram cortados a gilete na última semana da exposição". O Olhar Modernista de JK reúne 80 obras e não é somente uma remontagem da 1.ª Exposição, mas uma maneira de trazer um pouco do espírito daquela década, um panorama do que estava sendo feito. "Há obras do Núcleo Bernardelli, do grupo Santa Helena, de Iberê Camargo, Milton Dacosta, Carlos Scliar, Volpi, Portinari, Tarsila e Segall.Composta por quatro módulos e realizada pela Faap, a mostra ainda reúne fotos, cronologia, sala dedicada à artista Martha Loutsch e peças publicitárias. O Olhar Modernista de JK - Palácio do Itamaraty. De seg. a sexta, das 14h às 16h30. Sáb., dom. e fer., das 10h às 15h30. Até: 12/12. Entrada franca

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