Exposição mostra as várias faces da mulher

Afinal, a mulher existe? Sua personalidade complexa ainda provoca inquietação nos homens, como fez com Freud? Ou o conceito simplesmente não existe, como afirmou Lacan? Talvez a resposta esteja na diversidade. A mulher não é uma, mas várias. É isso que a exposição A Mulher não Existe, Existe? mostra a partir de amanhã no MIS. Para reafirmar as múltiplas faces femininas, vários fotógrafos revelam mulheres marginalizadas, ´perfeitas´, prostitutas, meninas, abandonadas. Ao todo, são 166 imagens em preto-e-branco que ocuparão todas os espaços do museu em ocasião do 5.º Mês Internacional da Fotografia.Estarão expostos trabalhos de Evelyn Ruman, Fabiana Figueiredo, Fábio Cabral, Letícia Valverdes, Marlene Bergamo e obras do acervo do MIS. "Vamos propor um campo de reflexão sobre esse grande "não saber" em que se tornou a mulher; ela é tão exposta, tão exibida e ao mesmo tempo tão desconhecida e inatingível", reflete Marcos Santilli, diretor do museu. Um dos destaques da mostra é Quando Vejo, Sou Vista, de Evelyn Ruman. Seu trabalho é resultado de dois anos de convívio com detentas do Manicômio Judiciário de Franco da Rocha, para onde são levadas as criminosas com problemas mentais. As detentas foram previamente fotografadas em preto-e-branco e em seguida pintaram sua próprias imagens. "Meu trabalho adquire um valor agregado, que é o trabalho delas", conta Evelyn.Inspirados no Mito da Caverna, de Platão, fotógrafos expõem também a partir de amanhã no MIS trabalhos que discutem o caos na comunicação em um mundo cada vez mais digitalizado. Em Caverna Digital, em vez dos tradicionais painéis fotográficos, as imagens serão exibidas em forma de animações digitais em monitores de computador. Organizada pela Agência Fotosite (www.fotosite.com.br), a exposição irá mostrar vários assuntos cotidianos do País flagrados pela agência. Esta é a primeira exposição totalmente digital, desde a produção até a exibição das imagens, realizada no País.Ritual ? Outro destaque da programação do Mês da Fotografia é Rito de Passagem, de Helio Nobre, no Sesc Pompéia. A mostra integra as programações do projeto homônimo, que trará para São Paulo membros das tribos Karajá, Xavante, Mehinaku, Krikati, Tucano e Guarani para mostrar seus rituais e participar de oficinas de pintura corporal. Helio registrou mais de 3 mil imagens do cotidiano e das cerimônias e escolheu 50 para fazer parte da exposição. A Mulher não Existe, Existe? - De terça a domingo, das 14 às 22 horas. MIS ? Museu da Imagem e do Som. Avenida Europa, 158, tel. 3081-4417. Até 1/7. Abertura amanhã, às 20 horas.Rito de Passagem ? De terça a sábado, das 10 às 21 horas; domingos e feriados, das 10 às 20 horas. Sesc Pompéia. Rua Clélia, 93, tel. 3871-7700. Até 27/5. Abertura amanhã, às 20h30, para convidados.Quando Vejo, Sou Vista ? De terça a domingo, das 14 às 22 horas. MIS ? Museu da Imagem e do Som. Avenida Europa, 158, tel. 3081- 4417. Até 1/7. Abertura amanhã, às 20 horas.

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