Evelyn Hofer/Divulgação
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Exposição flagra anos de descoberta

Em que momento Steinberg se tornou de fato Steinberg? Essa pergunta moveu a pesquisa da historiadora Roberta Saraiva para realizar a curadoria da mostra com 111 obras do artista gráfico e cartunista que, a partir do dia 28, será apresentada no Instituto Moreira Salles do Rio e depois, em agosto, chegará à Pinacoteca do Estado, em São Paulo.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2011 | 00h00

"Pensava ser as décadas de 1950 e 60, mas não, foram os anos 40 e 50", diz Roberta, que desde 2009 desenvolve a exposição Saul Steinberg - As Aventuras da Linha, a convite do Instituto Moreira Salles. A mostra, assim, centra-se no período das décadas de 40 e 50 na trajetória do desenhista, tendo como farois duas exposições que ele realizou naquele momento: a coletiva Fourteen Americans, apresentada em 1946 no MoMA de Nova York, e a individual de 1952 exibida no Masp. "A mostra em São Paulo foi grande, com pelo menos cem obras", conta a curadora, para quem isso indica que Steinberg estava no hall dos artistas importantes para Pietro Maria Bardi, o diretor do Masp, naquele momento de "internacionalização" da arte no Brasil.

Para atual exposição, Roberta passou quatro meses em Nova York selecionando, na Saul Steinberg Foundation, os desenhos e colagens do artista. "Ele era múltiplo, trabalhava técnicas diferentes", afirma a curadora, citando que, além de obras feitas a bico de pena, há também trabalhos criados com lápis de cor e com o uso de fotografias.

"A mostra explora o desejo de Steinberg por certa serialidade", diz Roberta, exemplificando, entre os temas preferidos do artista, estações de trem, arquitetura e desfiles. A exposição ainda reúne pela primeira vez os quatro gigantescos desenhos que Steinberg criou para a Trienal de Milão de 1954 (três deles tiveram de ser restaurados) e duas obras que tratam de Belém e Pernambuco.

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