Exposição em San Francisco testa limites da Barbie

Os cabelos loiros, o nariz arrebitado e os olhos cintilantes continuam iguais, mas o que estaria a Barbie fazendo atracada a um animal pré-histórico? Bem-vindo à exposição "Altered Barbie" ("Barbie alterada"), realizada anualmente em San Francisco (Costa Oeste dos EUA) para buscar novas formas de expressão para a boneca-ícone da cultura pop norte-americana. Assim vemos Barbie lutando contra uma iguana, Barbie com um brinquedinho sexual, Barbie mergulhada na polenta, Barbie posando languidamente em frente a uma torradeira... "É preciso mudá-la", disse Charlotte Davis, co-fundadora da exposição, que acha a Barbie a loira mais famosa do mundo -- Paris Hilton e Britney Spears que nos perdoem. "Ela é só uma tela em branco. É totalmente estática. Como escultora, não gosto disso, gosto de mudá-la". A curadora Julie Andersen se disse surpresa com a quantidade de artistas que embarcam na idéia de grudá-la em outras coisas usando uma pistola de cola quente. Para ela, alterar esse objeto industrial significa torná-lo "mais pensativo, mais pessoal, voltado para a identidade". A artista LaVonne Sallee se diz "obcecada" com essa proposta, e já alterou mais de 200 Barbies -- chegou a largar o emprego de investigadora de polícia para percorrer o mundo nesse tipo de exposição e para buscar bonecas e outros objetos em feirinhas e bazares. Às vezes esse objeto é uma cruz ("Barbie crucificada"), uma figura de ação ou esqueletos de plástico. Muitas Barbies têm cílios personalizados e seios anatomicamente coerentes, graças a um pedaço de borracha escolar e um pouco de tinta. "Mamilos são minha especialidade", disse ela. (Reportagem de Alexandria Sage)

ALEXANDRIA SAGE, REUTERS

13 Agosto 2008 | 20h48

Mais conteúdo sobre:
EXPOSICAO BARBIE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.