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Exposição ‘desmascara’ obras de Andy Warhol

Elementos ocultos em obras do artista, como a morte e sua fé religiosa, são revelados ao público em mostra na Bélgica

Antonio Hermosín, EFE

04 de outubro de 2013 | 19h59

A exposição Andy Warhol, Vida, Morte e Beleza, no Museu de Belas Artes de Mons, na Bélgica, convida o público a descobrir a obsessão de Andy Warhol pela morte e sua fé religiosa – temas “camuflados” nas obras do artista exaltado como esteta do consumismo e da cultura de massas. A atração, aberta até 19 de janeiro, vai além de clichês e leituras superficiais da obra “warholiana”. São centenas de telas, 40 impressões e dezenas de fotografias e instalações.

A mostra se inspira em um fase de Warhol (1928-1987) – “se buscar algo atrás da superfície de meus quadros, não encontrará nada” – para investigar temas que marcaram a vida do artista . “Durante toda a sua carreira, Warhol se esforçou em ocultar algo, em conseguir que sua vida privada e personalidade não viessem à tona nas obras”, explica o curador da exposição, Gianni Mercurio.

A série Death and Disaster (Morte e Desastre) retrata etapas da vida de Warhol, como a perda do pai, aos 12 anos, e, mais tarde, o atentado que sofreu, vítima de uma atriz recusada por seu estúdio. São impressões e fotografias sobre suicídios, acidentes de trânsito e execuções em cadeiras elétricas. As descobertas podem ser feitas mesmo em obras mais coloridas de Warhol, como a série sobre Marilyn Monroe, produzida logo após o suicídio da atriz.

A “inquietude criativa” de Warhol suscitou polêmicas, mas ainda é vista como “símbolo de mudança de práticas artísticas”, destaca Mercurio.

Aspectos religiosos ocultos também podem ser observados nas obras do artista. O comissário da exposição afirma que a fé de Warhol é “a principal chave para entender sua obra”. Seus trabalhos envolviam a reprodução de símbolos religiosos como crucifixos e, na última fase de sua vida, a reinterpretação da obra A Última Ceia, de Leonardo Da Vinci.

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