Exposição de fotos revela os povos do Himalaia

O jornalista e fotógrafo Nilton Pavin conseguiu uma proeza: ele entrou nos chamados paraísos proibidos do Butão. Jornalistas não podem ir àqueles territórios seculares, como conta Pavin, pois há muito de tortura e maus-tratos contra os monges que vivem naquela região do Himalaia. Desde 1997, ele pedia a autorização para ir lá e conseguiu este ano. Entre março e fevereiro, ele fotografou e esteve muito perto daquela cultura que sempre se interessou. O material dessa viagem e o de mais outras três que realizou pelo Tibete, Nepal e Índia (principalmente a Caxemira) foram reunidos na exposição Paraísos Proibidos do Himalaia, que abre hoje para o público no Sesi da Vila Leopoldina. No total, são 120 imagens coloridas. Há 21 anos, Pavin é jornalista e fotógrafo e o interesse pela Ásia também é de longa data. "Sempre me interessei pela cultura, pela religião, o budismo tibetano. Há falta de informação sobre o Butão e me chamou a atenção eles terem conseguido resistir à invasão chinesa", afirma. Agora, nesta última viagem, Pavin pôde estar muito perto dos monges. Entrou em monastérios de lugares remotos, construídos no século 7, participou de cerimônias budistas, dois grandes destaques de suas andanças, e sempre por terra, como ele frisa. No Butão, isolado, o governo tenta inibir ao máximo a entrada de turistas. "O rei tem medo de que a tradição de seu povo se perca". Uma maneira que o governo encontrou foi cobrar uma taxa de US$ 200 por dia de permanência no Butão. Todo o material se transformou em dois livros, já lançados, e num terceiro que ainda não está pronto e que terá o mesmo título da atual exposição. Paraísos Proibidos dos Himalaias - Sesi Vila Leopoldina, Rua Carlos Weber, 835, Vila Leopoldina, 3832-1066. Das 9 às 18 horas (sábado até às 16 horas; domingo até 12 horas). Grátis. Até 8/8.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.