Exposição confronta obra de jovens artistas

O Centro de Comunicação e Artes do Senac inaugura amanhã à noite uma exposição enxuta, que confronta a obra de dois jovens artistas que vêm despontando entre os novos nomes da produção contemporânea brasileira. Selecionados pela crítica Angélica de Moraes, Débora Bolsoni e Frederico Dalton desenvolvem um sólido trabalho gráfico e fotográfico e comparecem à mostra com trabalhos inéditos que, segundo a curadora, estão muito fundamentados, tanto na forma quanto no conceito.Em comum entre os dois há uma preocupação em tratar de assuntos ou questões relacionados com algo que está escondido para além das fronteiras tradicionais. Daí o título Há Margem, escolhido para a mostra. Os dois também participam do projeto Rumos Visuais, realizado pelo Itaú Cultural.Os trabalhos feitos por Débora, usando materiais de construção como cacos de cerâmica colorida, azulejos e tijolos, "remetem a uma certa arquitetura suburbana, a um espaço de memória situado à margem da metrópole". A artista carioca, de 25 anos, diz que gosta de pensar seu trabalho "em diálogo com o passado recente e os espaços feitos para morar".Já no caso de Dalton, a idéia de superação da margem é de caráter mais formal. Ele mostra pela primeira vez uma experiência de projetar slides fotográficos sobre outra foto revelada em papel, dando novos contornos à cena projetada. Mas a escolha das imagens também é repleta de significados. Uma delas flagra um arrastão na praia, exemplo claro de marginalidade. Convém esclarecer que essa referência à violência urbana não tem nada de assustador. Pelo contrário. Como afirma a curadora, "esta exposição propõe um salto de alegria, de pura celebração de vida".

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