Experimentos de Julião Sarmento com a cor

O artista português Julião Sarmento gosta de trabalhar por séries e em fevereiro ele começou uma nova, dedicada à cor. "Em 1990, decidi pelo branco e preto e, depois, usei uma paleta sempre reduzida", diz Sarmento, que inaugura hoje, na Galeria Fortes Vilaça, a mostra Remarks on Colour 3, com pinturas, obras sobre papel e vídeo.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

Apesar de qualquer motivo que o artista relaciona, como agora, a inspiração na obra Observações Sobre a Cor do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, Sarmento sempre coloca em destaque em sua obra a figura feminina, assim como referência aos "conceitos de sedução e desejo". Por exemplo, uma de suas séries conhecidas é Silhuetas Negras, do início dos anos 2000 e que trazem cenas pornográficas representadas em preto e branco com apenas as silhuetas de personagens masculinos e femininos, chegando quase a uma abstração.

Agora, na nova mostra, Sarmento dá às cores - primárias (vermelho, amarelo, azul, além do branco e preto) - espaço demarcado. As composições trazem ainda elementos da arquitetura (com a serigrafia de fotos de casas e imagens de plantas arquitetônicas) e a mulher está nas representações do artista de maneira explícita ou pela ausência. "Ela está em todo lado."

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