Experiência anterior no Tietê serviu de base

A burocracia que envolve a realização de uma intervenção artística em local público é complexa e, no caso da obra Errante, de Héctor Zamora, dependeu de autorizações de órgãos do município e do Estado - este último, porque é o responsável pelos rios paulistanos. Mas, segundo o superintendente do Itaú Cultural, Eduardo Saron, a instituição já soube os caminhos a serem tomados porque se ancorou na experiência anterior com a obra do artista Eduardo Srur no Rio Tietê, em 2008. Na época, Srur instalou 20 esculturas infláveis, que remetiam a grandes garrafas PET coloridas (e que à noite ficavam acesas) numa extensão de 1,5 quilômetro do rio, entre as Pontes do Limão e da Casa Verde, na zona norte da cidade.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2010 | 00h00

Em 2006, o próprio Zamora criou um projeto para o Lago do Ibirapuera, que faria parte da 27.ª Bienal de São Paulo, vetado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo. Sua ideia era construir "ilhas" flutuantes com 2 a 3 toneladas de terra e vegetação sobre o lago.

Agora, para a realização de Errante, toda a montagem teve de ocorrer durante a madrugada para não atrapalhar o trânsito da região. A obra se estende por cerca de 200 metros do Rio Tamanduateí. Segundo Saron, o Itaú Cultural promoverá, por meio de seu projeto educativo, idas, nos fins de semana, à obra de Zamora a partir do prédio da instituição, na Avenida Paulista.

CURIOSIDADES SOBRE A INTERVENÇÃO

Espécies das árvores

As nove plantas criadas em viveiro são: canafístula, copaíba, jequitibá, sapucaia, mirindiba, magnólia e ipê-rosa. Segundo o artista, são diferentes para remeterem a "indivíduos".

Altura e peso

As árvores medem de 7 a 8 metros. O vaso, estrutura que as suportam, mede 1,30 metro. No total, a altura de cada uma delas é de quase 10 metros e cada uma pesa cerca de 2 toneladas.

Domesticadas

A princípio, as árvores não precisam ser regadas, mas caso não chova por longo período, elas receberão água de caminhão-pipa. Engenheiro florestal acompanhará o desenvolvimento delas.

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