Excessos do noticiário policial na mira do Estado

Uma enxurrada de ações civis e pedidos de indenização por danos morais. É assim que procuradores do Ministério Público Estadual, de São Paulo, prometem apertar o cerco contra noticiário policialesco que andam passando dos limites na TV. Segundo o procurador, Motauri Ciocchetti, essa será uma das maneiras de brecar os excessos de atrações como Cidade Alerta, da Record, e Brasil Urgente, da Band, que exibem com certa freqüência imagens que, diz ele, atentam contra os direitos humanos. "Por debaixo do pano de jornalísticos, de programas ao vivo, eles ferem os padrões éticos, esses programas não respeitam nada", diz Motauri Ciocchetti. "Recebemos uma série de denúncias de expectadores sobre essas atrações, e abrimos várias investigações. Assistimos à cópia da fita em que estão a edição denunciada e encaminhamos nossos pedidos de reclassificação indicativa ao Ministério da Justiça. O problema é que tem muitos interesses envolvidos nisso, muita política, é complicado mexer com as emissoras de TV ", continua. "Por isso encaminhamos um pedido grande de reclassificação de várias dessas atrações ao Ministério, com investigações antigas que estamos fazendo. Se não obtivermos resultado, podemos apelar para ações cíveis." A idéia do procurador é pressionar as emissoras de TV a se adequarem ao código de ética . "Fiz algo parecido quando muitos programas que iam ao ar à tarde estavam exibindo making of da Playboy.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2004 | 10h53

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