Ex-chefe da espionagem britânica declara: 'não matamos Diana'

O ex-chefe da espionagem britânica tomou na quarta-feira a rara iniciativa de vir a público para negar que os serviços de segurança tenham assassinado a princesa Diana. O Serviço Secreto de Inteligência (SIS, na sigla inglesa) normalmente não confirma nem desmente histórias sobre suas operações de espionagem. Mas o ex-chefe do MI6, Richard Dearlove, decidiu falar publicamente sobre a morte de Diana e seu namorado Dodi al Fayed num acidente em Paris em 1997. O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, diz que seu filho e Diana foram mortos pelos serviços de segurança britânicos por ordem do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana. Para Fayed, o assassinato foi ordenado porque a família real não queria que a mãe do futuro rei tivesse um filho de Dodi. Segundo Fayed, o corpo de Diana foi embalsamado para ocultar os sinais de sua gravidez. Dearlove desmentiu terminantemente as acusações no inquérito sobre a morte de Diana e Dodi, onde Mohamed al Fayed vem fazendo várias acusações contra figuras de destaque do establishment britânico. O advogado Ian Burnett perguntou a Dearlove: "Durante os anos em que o sr. trabalhou no SIS, de 1966 a 2004, o sr. teve conhecimento de algum caso em que o serviço tenha cometido algum assassinato político?" "Não", respondeu Dearlove. Apresentando a Dearlove várias das acusações formuladas por Fayed, Burnett disse: "Foi sugerido que o príncipe Philip e as agências de inteligência realmente comandam este país e que não somos uma democracia parlamentar." "Não quero ser leviano", respondeu Dearlove. "Me sinto tentado a dizer que estou lisonjeado, mas essa é uma acusação tão absurda que é difícil responder a ela. É um disparate total." Dearlove qualificou como "totalmente ridícula" a afirmação de que Philip e seu filho, o príncipe Charles, seriam membros do MI6, a agência de espionagem britânica no exterior. Ele disse que o MI6 precisa de autorização do ministro do Exterior britânico para realizar qualquer operação que infrinja as leis. Solicitado a confirmar que não foi pedida nenhuma autorização relativa à princesa Diana, ele respondeu: "Posso confirmar isso com absoluta certeza."

PAUL MAJENDIE, REUTERS

20 Fevereiro 2008 | 12h48

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