Ex-Big Brothers seguem na batalha pela fama

A Globo põe no ar hoje a segunda edição do Big Brother Brasil. Enquanto um novo time de 12 anônimos se prepara para entrar em "confinamento" na mansão cenográfica do Projac, os moradores da primeira edição do programa ainda batalham para segurar a fama por pelo menos mais uma temporada.No vale-tudo pelo sucesso, a turma do BBB1 mostra serviço: Leka exibe as curvas mantidas à base de muita dieta na capa e em 17 páginas da Playboy deste mês; André arrisca a carreira de cantor - mas só programas globais como o de Faustão abrem espaço para seus dotes vocais; Cris, a funkeira evangélica, só tem a anunciar que promoveu uma sessão de lipoaspiração no corpão; e Caetano, o primeiro eliminado, informa de Jundiaí que fará um musical ao lado de um "ex-hóspede" de Silvio Santos, Alexandre Frota.Trampolim para a "vida artística" - seja dos que já conheceram mais do que 15 minutos de fama ou de ilustres anônimos -, os reality shows, que ainda não estão agonizando na UTI da audiência, podem render muitos dividendos para quem se arrisca (se conseguir ser escolhido) a ter sua intimidade devassada para milhões de telespectadores.É o caso de Eduardo Smith de Vasconcellos Suplicy, o Supla, morador do primeiro Casa dos Artistas, do SBT. Graças à sua participação no programa (que terminou em dezembro passado) ele já vendeu quase 1 milhão de cópias de seu CD, Charada Brasileiro, virou "boneco" da Estrela, guia de crianças e jovens na Disney e, em breve, vai lançar uma linha de coturnos para crianças, anuncia seu empresário, Ricardo Queiroz. Mas a situação musical do cantor, o que no fundo é o que interessa a ele, ainda está indefinida. "Devemos assinar contrato com a Abril Music e talvez lançaremos um CD em agosto", diz o empresário.Muitos caíram na real e sabem que o sucesso vindo na esteira dos reality shows é passageiro. "Sei que essa procura passa, mas acho que posso aproveitar esse momento para realizar meu sonho de ser atriz", diz Leka, que tem planos para fazer um musical e atuar em novela da Globo. "Quero ser atriz, tive algumas propostas para atuar logo que saí da casa, mas nenhuma deu certo", diz Núbia Ólive, da Casa dos Artistas 1. Como Núbia, poucos integrantes da Casa 1 seguem lucrando com a fama além de Supla, Alexandre Frota (que ganhou um programa de rádio e um papel em Marisol, novela do SBT), Bárbara Paz (que não tem planos definidos para depois de deixar de ser Marisol) e Patrícia Coelho (que lançou CD pela Abril Music). A maioria se contenta com um pequeno aumento em cachês para participar de eventos pelo País.O baiano Adriano, ex-Big Brother, é quem melhor analisa: "Quem pretende fazer carreira com base no reality vai dançar. Esse sucesso passa mesmo, brother!"

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