Eventos lembram o legado de Mário de Andrade

Hoje faz 60 anos que o escritor Mário de Andrade morreu de problemas cardíacos, aos 51 anos. Mário deixou um legado inestimável aos brasileiros, com participações não apenas na literatura mas em pesquisas folclóricas, na música, nas artes visuais. O aniversário da morte de um dos principais idealizadores da Semana de Arte de 1922 será lembrado por eventos na cidade, que comprovam a influência de sua obra. No Centro Cultural São Paulo, será inaugurado o espaço expositivo permanente para o acervo da Missão das Pesquisas Folclóricas, com a exposição Cantos Populares do Brasil: A Missão de Mário de Andrade. Trata-se do material coletado por Mário durante a missão realizada em 1938 pelo Norte e Nordeste para registrar as manifestações folclóricas, especialmente dança e música. Na volta, trouxeram instrumentos musicais, peças utilitárias, reproduções de desenhos, gravações musicais e filmes, material que hoje está sob a guarda do CCSP. Já a Casa Mário de Andrade, célebre edifício na Rua Lopes Chaves, 546, na Barra Funda, onde viveu o escritor, será palco também de uma série de atividades. Uma missa comunitária será celebrada às 18 horas na Igreja da Consolação. Duas horas depois, no Sindicato dos Jornalistas (Rua Rego Freitas, 530), um evento marca reencontro com Mário de Andrade e Villa-Lobos. Finalmente, às 21h30 e novamente na Casa Mário de Andrade, o grupo A Barca faz uma apresentação. Os eventos serão acompanhados pelo ator Pascoal da Conceição, que interpretou o escritor na minissérie Um só Coração. Uma das responsáveis pelo texto da minissérie, Maria Adelaide Amaral é taxativa sobre a influência do escritor: "A cultura brasileira não tem apenas uma dívida com ele pela sua contribuição ao modernismo, mas porque ele foi o primeiro a fazer o inventário das formas musicais do País e quem resgatou a cultura popular em suas diferentes manifestações folclóricas e indígenas".

Agencia Estado,

25 de fevereiro de 2005 | 12h30

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