Evento quase não foi confirmado

Durante três meses, a 30.ª Bienal correu o risco de não acontecer. Em janeiro, a Fundação Bienal de São Paulo entrou na lista de inadimplentes do Ministério da Cultura (MinC) por questionamentos da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre convênios firmados pela instituição entre 1999 e 2007. Foi o início de um processo judicial e de negociações com o MinC para se reverter o problema.

O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h11

Desde janeiro, a Fundação Bienal de São Paulo ficou impossibilitada de captar os recursos para a realização da 30.ª mostra e de seu projeto educativo. Mais ainda, a entidade teve bloqueados os cerca de R$ 11 milhões que já havia conseguido para o evento por meio da Lei Rouanet.

Somente no dia 22 de março o Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo concedeu uma liminar parcial para que a instituição tivesse seus recursos desbloqueados. Com a decisão, não foi mais necessário transformar o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo em proponente legal do evento, como o MinC havia definido poucos dias antes como uma manobra para viabilizar a 30.ª Bienal. As negociações ainda envolveram o Instituto Tomie Ohtake, que chegou a apresentar uma proposta, e a Pinacoteca do Estado, cujo conselho resolveu se retirar do processo.

A liminar concedida pelo TRF para a Fundação Bienal de São Paulo refere-se apenas à realização da 30.ª mostra. A atual diretoria da instituição, eleita em 2009, deve, assim, preparar a prestação das contas questionadas pela CGU. / C.M.

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