Evento não deve "tapar vazios da política cultural"

O que o sr. fará quanto à política de eventos que marcou a Secretaria anterior?Marco Aurélio Garcia - Eu não tenho nada contra os eventos, mas eu acho que isso não pode tapar os vazios da política cultural. Precisamos encaixar os eventos nas nossas diretrizes. Não quero chegar no final da gestão e fazer uma contabilidade do tipo: "ah, fiz 2 mil, 3 mil eventos por mês". Numa cidade desassistida, como é o caso de São Paulo, não posso suspender o que acontece. Uma regra básica é não manter uma estratégia de demolição. Se há algo que eu não estiver de acordo, temos que calcular uma forma de transitar do que há para aquilo que queremos que fique. Sempre uso como exemplo a área de saúde: somos contra o PAS, mas não podemos terminar com o programa amanhã e colocar algo no lugar, pois centenas de pessoas vão ficar sem assistência. Quero fazer as transições nessa secretaria mudando as coisas de forma gradual.

Agencia Estado,

03 de janeiro de 2001 | 15h22

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