Evento multimídia no MAM reconstitui e festeja o Rio

Antiga sede da corte portuguesa, ex-capital do Império e da República, emoldurada por exuberante paisagem, a cidade do Rio de Janeiro é síntese da brasilidade e musa inspiradora de artistas do mundo inteiro. Embora respingada pela violência de suas balas perdidas e encontradas, a Cidade Maravilhosa será tema da exposição A Paisagem Carioca , de 09 de agosto a 17 de setembro, no Museu Arte Moderna, MAM-RJ. Um evento multimídia que pretende festejá-la como principal referência na reconstituição da identidade do Brasil, por ocasião dos seus 500 anos.O público terá a chance de conhecer raros objetos museográficos. Como o cofre de porcelana presenteado ao príncipe de Joinville no seu casamento com a princesa D. Francisca, irmã de Dom Pedro II. É a primeira vez que Museu Imperial de Petrópolis cede a peça. A mostra reúne ainda jóias, cartões postais, utensílios raros e luxuosos, porta-retratos, entre outros, além de expor aquarelas do francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Em contraste, a exposição traz uma imagem da Baía da Guanabara reconstituída em 360º e dois livros virtuais que trarão o Rio de Machado de Assis.O efeito do processo de urbanização da cidade também estará exposto em uma mesa em relevo sobre a qual serão projetados os mapas com a expansão da terra sobre o mar. Cinco paisagens ícones cariocas serão projetadas em grandes dimensões como o Pão-de-Açucar, o Corcovado, o Outeiro da Glória, a Praça XV, e a Lapa.A Paisagem Carioca revela a cidade pelo olhar estrangeiro, registrado em diários de viagens, em livros e cartas. É uma farta literatura, que conta com as observações de Maria Grahan, que foi professora dos filhos de D. Pedro I, no livro Journal of a voyage to Brazil andd the redidence there during part of the years, 1821, 1822 and 1823, com as impressões do pintor impressionista Édouard Manet, durante sua estadia no Rio entre 1848 e 1849, e com os relatos do fotógrafo Jean Mazon, que aqui esteve em 1940, resultando no livro Flagrantes do Brasil. Também serão expostos mapas originais da cidade, do século 16 ao 20, gravuras de Blasco e Chamberlain e fotografias de Marc Ferrez e Augusto Malta.A mostra também passará em revista o teatro, cinema e música do Rio e sobre o Rio. Haverá reconstituições cenográficas dos espetáculos teatrais que homenagearam a cidade em diferentes períodos históricos, exibição de filmes que a retratam e apresentação de trilha sonora composta por Tim Rescala especialmente para a exposição. Completa o evento um ciclo de debates sobre as ações passadas que determinaram o momento atual da cidade: O encerramento acontece no dia 1º de setembro com o compositor, escritor e professor de literatura da USP José Miguel Wisnik comandando o debate Memórias de Malandro.

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