Eva Mendes diz que Hollywood não perdoa as feias

Eva Mendes diz que Hollywood não perdoa as feias

A atriz americana de origem cubana Eva Mendes, disse, em entrevista à Agência EFE, que em Hollywood não é necessário ser apenas bonita: "se for feia, ou gorda, não te perdoam".

EFE

12 de novembro de 2010 | 12h34

 

Eva está em Madri para promover seu mais recente filme, a comédia Os Outros Caras, que estreia nesta sexta-feira na Espanha. "É muito difícil ser mulher em Hollywood. Ser latina é mais difícil ainda, mas bonita é uma coisa que você precisa ser", diz.

 

"Ouço outras atrizes dizerem que não é fácil ser bonita em Hollywood, mas a verdade é que difícil é não ser, ou estar fora do peso. Isso sim é difícil, porque lá não gostam das pessoas que pareçam diferentes", afirmou.

 

"Eu não sou muito magra, comentou. Uma vez um produtor me pediu que emagrecesse. Disse que sim, mas depois desisti, porque não é necessário: você deve fazer suas próprias normas", concluiu.

 

A atriz, que promove seu filme em Madri junto a seu "marido" na ficção, o ator Will Ferrell, se mostrou convencida de que o cinema europeu é mais condescendente com as atrizes do que o americano. E confessou que trabalhar com o diretor espanhol Pedro Almodóvar "seria um sonho".

 

"Adoraria fazer um filme em espanhol, mas sei que teria que ter aulas ou viver em uma cidade espanhola por um tempo", reconheceu a atriz, que ouvia seus pais falando em espanhol. "Mas nós respondíamos em inglês, porque lá tudo era em inglês".

 

Eva diz que se sente "muito cômoda" fazendo comédias, embora não estrele muitas. Ferrell também se sente à vontade na comédia, mas reconheceu que, de vez em quando, participa de dramas para "ter um desafio".

 

Ao ser perguntado por Eva, o ator não pôde evitar a piada: "uma menina tão pouco atrativa, tão pouco divertida e tão pouco comprometida com seu papel, não sei o que dizer dela".

 

No filme, o ator é um policial que tenta apaziguar um passado confuso enterrado na delegacia, mas seu companheiro, que carrega o peso de ter atirado no melhor jogador de beisebol do time local, precisa recuperar seu prestígio.

 

"Este filme me faz rir de verdade", diz Eva. "E, da maneira que está o mundo, com todas as coisas que estão acontecendo, as pessoas podem ir e rir um pouco", completa.

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