Europalia abre mostra de cultura brasileira na Bélgica

Somente na semana passada as obras que figurariam na exposição Brazil.Brasil, mostra que inaugura hoje oficialmente a edição do festival Europalia, na Bélgica, saíram em contêineres de solo brasileiro para chegar, finalmente, a Bruxelas. "Na realidade, é uma evidência clara de que tudo estava atrasado", afirmou à reportagem Adriano de Aquino, curador-geral da apresentação brasileira no evento.

AE, Agência Estado

04 de outubro de 2011 | 11h03

O Europalia, festival bienal belga que ocorre desde 1969, homenageia, este ano, o Brasil. A presidente Dilma Rousseff participa da abertura do evento, entretanto, um clima de incertezas, crises e cortes marcou, ao longo do ano, a preparação da programação do evento.

Artista plástico, Adriano de Aquino substituiu este ano, por escolha da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o curador Paulo Herkenhoff, que havia sido convidado no ano passado a preparar o Europalia.Brasil. O ministério afirmou que a troca se deu por cortes de gastos: a proposta inicial de Herkenhoff era muito alta - orbitando entre R$ 60 e 70 milhões, como afirmou o secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz. O orçamento do evento investido pelo Brasil ficou, afinal, em R$ 28 milhões, mas a Bélgica também entrou com cerca de 10 milhões de euros para a realização do festival.

Redução de dinheiro e pouco tempo para preparar uma programação que deveria ser de peso para apresentar os destaques da cultura brasileira foram os sinais evidentes da crise que se alocou na realização do Europalia.Brasil.

"Eu acho que o Chico Buarque traria uma questão interessante e ele não vai, o Edu Lobo também, e são nomes que não foram escalados, por exemplo, mas os curadores de cada área tiveram autonomia para realizar a programação", afirma Aquino, completando que problemas de agendas e outros entraves ocorreram no processo. "Minha sensação é que poderia ter sido melhor se houvesse mais tempo, mas deixar para o último minuto é algo natural da cultura brasileira", diz o artista e produtor Marcello Dantas, que criou o pavilhão de entrada do evento no Mont Des Arts em Bruxelas.

O Europalia.Brasil terá mais de 400 eventos previstos até 15 de janeiro - e não apenas na Bélgica, mas em países vizinhos também -, selecionados e preparados pela curadoria de Flora Süssekind (literatura); Benjamim Taubkin (música); João Carlos Couto (artes cênicas); Cinemateca Brasileira (cinema); e um time amplo de mais de 30 curadores para artes visuais - entre os convidados, Ronaldo Brito, Ana Maria de Moraes Belluzzo, Julio Bandeira, Guilherme Bueno, Sonia Salcedo e Valéria Piccoli.

As exposições, 17 no total, que serão inauguradas até dia 20, tornaram-se o núcleo com mais concentração de investimentos, com estimativa de montante entre R$ 17 e 20 milhões do total do orçamento, como afirma Aquino. A exposição Brazil.Brasil apresentará na Europa cerca de 265 obras que representam o País do século 19 até a arte moderna. Mas há ainda Art in Brazil, com núcleos dedicados a fazer um panorama da produção nacional da década de 1950 e 2011; mostra Índios do Brasil, com 290 objetos, A Rua, que concentra criações realizadas no Rio de Janeiro; e exibições em homenagem aos arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Lina Bo Bardi e ao designer Sergio Bernardes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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